Wall Street Journal elogia presidente do Banco Central brasileiro
Wall Street Journal elogia presidente do Banco Central brasileiro
Wall Street Journal elogia presidente do Banco Central brasileiro
A edição deste final de semana do diário nova-iorquino Wall Street Journal elogia o presidente do Banco Central, do Brasil Henrique Meirelles, que, na reportagem, é definido como um dos mais duros banqueiros centrais no combate à inflação no mundo, segundo informações da Agência Estado.
A matéria do periódico aponta que o BC brasileiro tem sido mais agressivo do que muitos dos bancos centrais do mundo na luta contra a inflação, subindo o juro para 13%, mesmo com a desaceleração da economia global.
Apesar de Meirelles ter dito ao Wall Street que "cada país precisa fazer sua própria decisão (quanto ao juro)...quanto mais bancos centrais agirem decisivamente para controlar a inflação mais fácil o trabalho fica para todos", o diário relata que outros BCs, particularmente na Ásia, não têm sido tão duros e esperam que a recente desaceleração nos preços de commodities ajude a resolver o problema de inflação para eles. "De longe, no mundo, o banco central que tem ficado à frente da curva é o Brasil", disse ao Journal Michael Gomez, um dos gestores da PIMCO para mercados emergentes, que administra US$ 80 bilhões no portfolio para estes países.
Segundo o WSJ , desde que Meirelles assumiu o BC, em janeiro de 2003, tem ajudado a guiar o "boom" econômico brasileiro no qual o juros e a inflação caíram para "baixas históricas", consolidando o lugar dele como uma pessoa de forte influência que tem a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O periódico relembra que o chefe do BC do Brasil foi presidente do BankBoston e relata que o banqueiro vai a fundo na questão, como já fez com uma série de elevações do juro em 2005 que reduziram o crescimento da economia. "Meirelles agora é presidente do Banco Central, e o passado inflacionário do País é uma grande razão pela qual ele ocupa posição de um dos mais duros combatentes no mundo contra a inflação", menciona o WSJ .
Apesar de exceções como Venezuela e Argentina, os países da América Latina têm ficado atentos ao fato e têm apertado a política monetária desde o início de julho, cita o WSJ . "Se Meirelles e outros na região agora são conservadores em relação à inflação é pelo fato de que não muito tempo atrás a região estava perdendo a batalha. Entre 1980 e 1994, a inflação ficou, em média, bem acima 100% por ano no Brasil, atingindo o pico de mais de 2.000% no início da década de 1990", lembrou o jornal.
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