"Veja opta por mentira impressionante à verdade enfadonha", declara Roberto Teixeira
"Veja opta por mentira impressionante à verdade enfadonha", declara Roberto Teixeira
" Veja opta por mentira impressionante à verdade enfadonha", declara Roberto Teixeira
O advogado Roberto Teixeira, amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi citado em reportagem da edição de 30 de janeiro da revista Veja, que o acusou de apropriar-se de bens de um empreiteiro que foi à falência.
Em resposta à reportagem, Teixeira publicou, na edição desta semana da revista IstoÉ , cartas enviadas a Veja e um pronunciamento em que classifica de "impressionante como um show de fogos de artifício" a versão dos fatos veiculados na matéria.
Teixeira declarou para a reportagem do Portal IMPRENSA "que a revista Veja tem o mau hábito de não publicar cartas que corrijam notícias erradas". Esta declaração do advogado refere-se, segundo ele, às cartas que enviou à revista, capazes de explicar os equívocos. Segundo ele, as mensagens foram ignoradas.
De acordo com Teixeira, a única carta veiculada pela Veja foi reduzida a ponto de tornar impossível qualquer tipo de interpretação exata. Ele relata que, em ocasião anterior, a revista publicou uma crônica com afirmações "absurdas" sobre ele. Teixeira declara que enviou uma carta ao diretor da revista, que prometeu fazer as devidas correções. Porém, nada foi feito.
O advogado declarou, ainda, que foi procurado pela revista anteriormente à publicação da reportagem. Todavia, segundo ele, as perguntas feitas nada tinham a ver com o conteúdo veiculado. "Eles inverteram totalmente a ordem das coisas e distorceram os fatos. O repórter Felipe Patury [que assina a reportagem] comentou que o acusador é um desequilibrado. Mas quem lê a reportagem não percebe isso. Ele omitiu que quem responde pelas acusações que me foram feitas é justamente quem me acusa", disse Teixeira.
Ele ressaltou, ainda, que "entre uma verdade enfadonha e uma mentira impressionante, a revista Veja prefere a segunda alternativa". Este seria o motivo que levou à publicação da versão, segundo ele, distorcida dos fatos.
"Espero que a opinião pública tenha conhecimento dos fatos e, sobretudo, que a imprensa tenha o cuidado de seguir as regras básicas do bom jornalismo", é o que espera Teixeira com a publicação. "Não vale o falso "outro lado", aquela técnica marota de ouvir a vítima pro forma , só para dizer que ouviu ou então para tentar obter um fragmento de frase que comprometa a pessoa. Essa prática não é jornalismo. É estelionato mesmo", acrescentou.
Procurada pela reportagem do Portal IMPRENSA, até o momento a revista Veja ainda não se pronunciou sobre as declarações de Teixeira.
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