Honduras nega existência de grupo organizado para matar jornalistas
Honduras nega existência de grupo organizado para matar jornalistas
O ministro de Segurança Pública de Honduras, Oscar Alvarez, negou a informação de que exista um grupo organizado com objetivo de silenciar a imprensa do país. A denúncia havia sido apontada por entidades internacionais, como a Anistia, em vista a recentes assassinatos de jornalistas hondurenhos.
Desde o dia 1º de março, sete profissionais de imprensa foram mortos a tiros em Honduras. Um oitavo jornalista, Ricardo Emílio Oviedo, sobreviveu a uma tentativa de assassinato, quando desconhecidos atiraram contra sua residência, na cidade de Tocoa.
A sucessão de crimes fez com que o atual presidente do país, Porfírio Lobo, pedisse auxílio externo para investigação dos assassinatos. Relatório recente divulgado por uma organização internacional de imprensa classificou Honduras como o país mais perigoso para o exercício do Jornalismo em 2010.
Para Alvarez, os sete crimes em dois meses não representam um atentado contra a imprensa em geral. "Nunca houve um grupo organizado para silenciar os jornalistas. Essas mortes são assuntos pessoais que não têm relação alguma com a profissão", disse o ministro, acrescentando que os crimes podem ter como motivo roubos e até ciúmes.
Até o momento, nenhum suspeito foi julgado ou indiciado por um dos sete crimes. A informação é do jornal El Mundo .
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