Hélio Costa espera solução para baratear conversor da TV digital
Hélio Costa espera solução para baratear conversor da TV digital
O ministro das Comunicações, Hélio Costa, declarou, na última terça-feira (05), que acredita que o governo encontrará uma solução para baratear os conversores da TV digital. Medidas estão sendo analisadas para que o custo de produção dos aparelhos diminua.
Uma das alternativas é a criação de uma área similar à Zona Franca de Manaus."Acho que estamos no bom caminho. Eu devo ter recebido pelo menos dez ligações de empresários que disseram que estão dispostos a trabalhar no conversor popular", declarou Hélio Costa depois de participar da assinatura de contratos para a instalação de Telecentros. O governo espera que os conversores cheguem ao mercado com valor estipulado em R$ 200.
Segundo informou a Agência Estado, o ministro achou um "absurdo" que apenas a Zona Franca de Manaus receba benefício fiscal."Acho que este benefício deve ser estendido a outras regiões do país, para que todos aqueles que tenham condições de produzir o conversor por menos custo tenham o mesmo tratamento", salientou Costa.
O ministro lembrou, ainda, que a decisão de desonerar a fabricação do conversor depende do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da equipe econômica do governo. "Estamos empenhadíssimos nesse sentido, porque é um caminho que é capaz de reduzir muitíssimo, em até 40%", ressaltou Hélio Costa.
Sobre a linha de crédito de R$ 1 bi, Costa lembrou que não importa se a linha é nova ou antiga; o importante é que o presidente Lula apoiará o comércio varejista." Se tivessem usado o dinheiro todo que o presidente disponibilizou lá atrás, no lançamento da TV digital, ele teria anunciado mais R$ 1 bi".
De acordo com Hélio Costa, os conversores utilizarão a tecnologia brasileira Ginga, criada pela PUC do Rio de Janeiro e Universidade Federal da Paraíba. O sistema brasileiro de suporte será associado ao padrão japonês de transmissão de sinais. Com interatividade, o consumidor poderá utilizar serviços de internet. "Você não pode fazer um conversor e depois dizer: eu vou vender um novo e aí sim colocar o Ginga. O que não colocou Ginga não pode ser vendido". Para concluir o ministro lembrou ainda que o sistema é gratuito e já está disponível.
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