Hackers participam de teste de segurança de urnas eletrônicas na sede do TSE

Hackers participam de teste de segurança de urnas eletrônicas na sede do TSE

Atualizado em 10/11/2009 às 18:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Na manhã desta terça-feira (10), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou o primeiro dia de testes de segurança das urnas eletrônicas que serão utilizadas nas próximas eleições. O Tribunal sujeitou as máquinas à ação de hackers para eventualmente encontrar falhas no sistema e, em caso negativo, comprovar a inviolabilidade da tecnologia eleitoral do país.

A bateria de testes se estenderá até a próxima sexta-feira (13) e contará com o apoio do que o TSE classificou como "investigadores". Para tal, foram montadas cinco ilhas de trabalho na sede do tribunal, em Brasília (DF).

Giuseppe Janino, secretário de Tecnologia da Informação do TSE, diz estar convicto da segurança do sistema e não acha possível que os hackers corrompam os códigos. "Nós temos muita confiança no nosso processo hoje instalado. Tanto é que, em 13 anos de existência do processo eleitoral automatizado, não houve sequer um registro de fraude ou tentativa de fraude. Estamos bastante confiantes. No entanto, se uma dessas barreiras forem quebradas isso servirá efetivamente para que nós possamos implementar as melhorias", ressaltou, segundo informa o portal G1.

"Creio que o evento tem possibilidade de trazer grandes contribuições para o processo eleitoral brasileiro, que tem um grau de confiabilidade bastante alto", acrescentou Janino.

O secretário observou, ainda, que o Brasil é o primeiro a abrir seus sistemas eleitorais para testes públicos. "Na Justiça Eleitoral brasileira não há registro e, no mundo, também não há registros de que algum país tenha aberto seu sistema para testes públicos, principalmente um sistema automatizado".

Além dos hackersm participam dos testes empresas de auditoria eletrônica, órgãos e entidades do governo como a Polícia Federal, Marinha e Controladoria-Geral da União (CCU). Dois observadores internacionais da Organização dos Estados Americanos (OEA) acompanham os testes.

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