Greve de funcionários da Papel Prensa pode afetar publicação de jornais, diz associação

Greve de funcionários da Papel Prensa pode afetar publicação de jornais, diz associação

Atualizado em 15/10/2010 às 11:10, por Redação Portal IMPRENSA.

A greve dos funcionários da maior produtora de papel-jornal na Argentina, a Papel Prensa, tem preocupado os meios de comunicação argentinos. A associação que reúne os jornais do interior do país divulgou um alerta para a "escassez" da matéria-prima, e afirmou que 250 veículos poderão deixar de ser publicados.

De acordo com o jornal Folha de S.Paulo , os funcionários da Papel Prensa paralisaram suas atividades há 11 dias para reivindicar aumento salarial. Na última quarta (13), os sócios da empresa disseram que os grevistas haviam bloqueado os portões da fábrica para evitar a saída de caminhões que entregariam papel-jornal.

O governo argentino detém 27,46% das ações da Papel Prensa, enquanto o Grupo Clarín - proprietário do jornal oposicionista Clarín - controla 49% e o La Nación possui 22,49%. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, havia denunciado os dois maiores acionistas por terem adquirido o controle da empresa de forma ilegal, depois que seus antigos donos foram torturados pela ditadura na década de 1970.

A associação dos jornais pediu a Casa Rosada para intervir na greve. A Papel Prensa é responsável por atender 75% da demanda no país por papel-jornal. Para algumas publicações, a paralisação dos funcionários da produtora tem como origem o conflito judicial entre os sócios, e é incentivada pelo Estado argentino.

Sobre a reinvindação dos grevistas por aumento salarial, o Clarín e o La Nación afirmaram que eles recebem, em média, o dobro que os demais trabalhadores do setor e que já havia sido feito um acordo para reajuste ainda este ano. Até o momento, nem a presidência nem a Federação de Operários e Funcionários da Indústria de Papel, que organiza a greve, se manifestaram sobre o caso

Leia mais

-
-
-
-