Greenwald acusa "fraude jornalística" em pesquisa da "Folha" para favorecer Temer
Em matéria publicada nesta quarta-feira (20/7) no site The Intercept, o jornalista britânico GleenGreenwald e o repórter Erick Dau afirmam que a Folha de S.
Atualizado em 20/07/2016 às 11:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
no site The Intercept, o jornalista britânico Gleen Greenwald e o repórter Erick Dau afirmam que a Folha de S.Paulo cometeu "fraude jornalística" com uma do Datafolha para impulsionar o presidente interino Michel Temer.
Crédito:Reprodução Jornal é acusado de manipular pesquisa para favorecer presidente interino
No início do texto, os jornalistas abordam a ausência de pesquisas de opinião desde a posse de Temer. Segundo eles, a última pesquisa do Datafolha antes da votação do impeachment foi feita em 9 de abril e apontava que 60% da população apoiava o afastamento de Dilma, enquanto 58% era favorável ao impeachment de Temer.
O levantamento indicou também que 60% dos entrevistados desejavam a renúncia do então vice-presidente depois do impeachment de Dilma, e 79% defendiam novas eleições após a saída dos dois.
No último sábado (16/7), o jornal uma nova pesquisa do Datafolha a qual aponta que metade do país deseja que Temer permaneça como presidente até o fim do mandato que seria de Dilma no final de 2018. A nova pesquisa indicou que apenas 4% disseram não querer nenhum dos dois presidentes, e somente 3% desejam a realização de novas eleições.
"Esse resultado não foi apenas surpreendente por conta da ampla hostilidade com relação a Temer revelada pelas pesquisas anteriores, mas também porque simplesmente não faz sentido", diz a matéria.
Os jornalistas reforçam que, como observou um site de esquerda, é inconcebível que a porcentagem de brasileiros favoráveis às novas eleições tenha caído de 60%, em abril, para 3% agora, enquanto a porcentagem que deseja a permanência de Temer disparou de 8% para 50%.
Greenwald e Dau indicam que, inicialmente, a Folha não publicou as perguntas realizadas, nem os dados de suporte, o que impossibilita a verificação dos fatos que sustentam suas afirmações. Mas que na última terça (19/7) as informações foram divulgadas. "Tornou-se evidente que, seja por desonestidade ou incompetência extrema, a Folha cometeu uma fraude jornalística", dizem.
O jornalista Alex Cuadros observou que a pergunta deu aos entrevistados somente duas opções de resposta: (1) Dilma retornar à Presidência ou (2) Temer continuar como presidente até 2018, indicando que a afirmação de que 50% dos entrevistados disseram ser melhor para o país se Temer continuasse até 2018 estaria equivocada.
"É impossível determinar com base nessa pesquisa a porcentagem real de eleitores que desejam a permanência de Temer até 2018, novas eleições ou o retorno de Dilma. Ao limitar de forma infundada as respostas a apenas duas opções, a Folha gerou as amplas distorções observadas nos resultados".
Ao site, a gerente do Datafolha, Luciana Schong, afirmou que foi a Folha quem determinou as perguntas e reconheceu o aspecto enganoso na afirmação de que 3% dos brasileiros querem novas eleições “já que essa pergunta não foi feita aos entrevistados”.
Luciana disse também que qualquer análise dos dados que afirme que 50% dos brasileiros querem Temer como presidente seriam imprecisos, sem divulgar que as opções estavam limitadas a só duas respostas.
Procurada por IMPRENSA, a Folha ainda não se posicionou sobre o assunto.
Crédito:Reprodução Jornal é acusado de manipular pesquisa para favorecer presidente interino
No início do texto, os jornalistas abordam a ausência de pesquisas de opinião desde a posse de Temer. Segundo eles, a última pesquisa do Datafolha antes da votação do impeachment foi feita em 9 de abril e apontava que 60% da população apoiava o afastamento de Dilma, enquanto 58% era favorável ao impeachment de Temer.
O levantamento indicou também que 60% dos entrevistados desejavam a renúncia do então vice-presidente depois do impeachment de Dilma, e 79% defendiam novas eleições após a saída dos dois.
No último sábado (16/7), o jornal uma nova pesquisa do Datafolha a qual aponta que metade do país deseja que Temer permaneça como presidente até o fim do mandato que seria de Dilma no final de 2018. A nova pesquisa indicou que apenas 4% disseram não querer nenhum dos dois presidentes, e somente 3% desejam a realização de novas eleições.
"Esse resultado não foi apenas surpreendente por conta da ampla hostilidade com relação a Temer revelada pelas pesquisas anteriores, mas também porque simplesmente não faz sentido", diz a matéria.
Os jornalistas reforçam que, como observou um site de esquerda, é inconcebível que a porcentagem de brasileiros favoráveis às novas eleições tenha caído de 60%, em abril, para 3% agora, enquanto a porcentagem que deseja a permanência de Temer disparou de 8% para 50%.
Greenwald e Dau indicam que, inicialmente, a Folha não publicou as perguntas realizadas, nem os dados de suporte, o que impossibilita a verificação dos fatos que sustentam suas afirmações. Mas que na última terça (19/7) as informações foram divulgadas. "Tornou-se evidente que, seja por desonestidade ou incompetência extrema, a Folha cometeu uma fraude jornalística", dizem.
O jornalista Alex Cuadros observou que a pergunta deu aos entrevistados somente duas opções de resposta: (1) Dilma retornar à Presidência ou (2) Temer continuar como presidente até 2018, indicando que a afirmação de que 50% dos entrevistados disseram ser melhor para o país se Temer continuasse até 2018 estaria equivocada.
"É impossível determinar com base nessa pesquisa a porcentagem real de eleitores que desejam a permanência de Temer até 2018, novas eleições ou o retorno de Dilma. Ao limitar de forma infundada as respostas a apenas duas opções, a Folha gerou as amplas distorções observadas nos resultados".
Ao site, a gerente do Datafolha, Luciana Schong, afirmou que foi a Folha quem determinou as perguntas e reconheceu o aspecto enganoso na afirmação de que 3% dos brasileiros querem novas eleições “já que essa pergunta não foi feita aos entrevistados”.
Luciana disse também que qualquer análise dos dados que afirme que 50% dos brasileiros querem Temer como presidente seriam imprecisos, sem divulgar que as opções estavam limitadas a só duas respostas.
Procurada por IMPRENSA, a Folha ainda não se posicionou sobre o assunto.





