Governo quer ajuda de teles na implantação do Plano Nacional de Banda Larga

Governo quer ajuda de teles na implantação do Plano Nacional de Banda Larga

Atualizado em 09/10/2009 às 15:10, por Redação Portal IMPRENSA.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, avaliou ser "absolutamente impossível" pôr em prática o Plano Nacional de Banda Larga sem que haja participação das empresas de telefonia fixa e celular. Para a construção da estrutura necessária para levar Internet ao interior do país e interligar órgãos, por exemplo, serão necessários, de acordo com Costa, R$ 10 bilhões, e o governo não tem esse dinheiro.

Costa, contrapondo-se à movimentação de setores do governo que militam pela criação de uma estatal da banda larga, reuniu-se na última quinta-feira (8) com presidentes das empresas de telefonia. No encontro, o ministro pediu que os executivos apresentem, dentro do prazo de trinta dias, um plano de como as teles podem contribuir com o programa."Nós vamos precisar da infraestrutura de todas as empresas, de todos os recursos que elas possam ter e de enormes investimentos". Participaram do encontro Antonio Carlos Valente, da Telefônica, Luiz Eduardo Falco, da Oi, José Formoso, da Embratel, além de Luca Luciani, da Tim e João Cox, da operadora Claro.

De acordo com informações da Agência Estado, os executivos sinalizaram que estão dispostos a estabelecer parcerias com o governo, desde que ocorra a desoneração fiscal para equipamentos e serviços, além de liberação de fundos sociais.

Anteriormente à reunião, Costa se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, segundo o ministro, concordou que o aporte das teles é imprescindível para a implantação do plano. "O presidente da República está consciente de que um projeto dessa magnitude tem de envolver sim as empresas", afirmou.

Para a realização do projeto, o governo pretende utilizar redes da Petrobrás, Eletrobrás e Eletronet, que seriam responsáveis pela estrutura principal. No entanto, partes mais específicas da rede, que levariam a tecnologia ao usuário, teriam de ser financiadas pela iniciativa privada.

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