Governo interino da Tunísia dissolve órgão censor da mídia estrangeira no país
Governo interino da Tunísia dissolve órgão censor da mídia estrangeira no país
Atualizado em 27/01/2011 às 11:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última quarta-feira (26), a Tunísia dissolveu a Agência de Comunicação Externa, que atuava como censor da imprensa estrangeira no país durante o governo do presidente deposto Zine Al-Abdine Ben Ali. A agência, segundo informações das agências de notícias, será substituída por um órgão independente que coordenará a mídia internacional, mas sem interferir em seu trabalho.
A decisão faz parte dos esforços do governo interino para reverter as políticas restritivas de Ben Ali sobre os meios de comunicação tunisianos. O ex-ditador governou o país durante 23 anos, e fugiu no dia 14 de janeiro após intensas manifestações de opositores.
O ministro da Justiça tunisiano, Lazhar Karoui Chebbi, emitiu um pedido internacional de prisão para o ex-ditador, sua mulher, Leila Trabelsi, e outros membros de sua família que foram detidos ou deixaram o país. Chebbi declarou que pretende processar Ben Ali e sua família por transferência de moeda estrangeira ao exterior e posse de propriedade expropriada. Além disso, seis integrantes da guarda presidencial do ex-governante foram acusados de "conspiração contra a segurança do Estado e incitar pessoas contra as outras com armas".
Após a renúncia e fuga de Ben Ali da Tunísia, o jornalista Taufik Ben Brik anunciou sua candidatura à presidência do país. Ben Brik ficou conhecido por sua atuação como opositor ao regime do ex-ditador, e denunciava os excessos cometidos pelo governo em seus textos. "Desde agora, sou candidato. Faço campanha desde 2000. E hoje me sinto um candidato favorito, porque sou o único que durante todos esses anos combateu abertamente Ben Ali", declarou.
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A decisão faz parte dos esforços do governo interino para reverter as políticas restritivas de Ben Ali sobre os meios de comunicação tunisianos. O ex-ditador governou o país durante 23 anos, e fugiu no dia 14 de janeiro após intensas manifestações de opositores.
O ministro da Justiça tunisiano, Lazhar Karoui Chebbi, emitiu um pedido internacional de prisão para o ex-ditador, sua mulher, Leila Trabelsi, e outros membros de sua família que foram detidos ou deixaram o país. Chebbi declarou que pretende processar Ben Ali e sua família por transferência de moeda estrangeira ao exterior e posse de propriedade expropriada. Além disso, seis integrantes da guarda presidencial do ex-governante foram acusados de "conspiração contra a segurança do Estado e incitar pessoas contra as outras com armas".
Após a renúncia e fuga de Ben Ali da Tunísia, o jornalista Taufik Ben Brik anunciou sua candidatura à presidência do país. Ben Brik ficou conhecido por sua atuação como opositor ao regime do ex-ditador, e denunciava os excessos cometidos pelo governo em seus textos. "Desde agora, sou candidato. Faço campanha desde 2000. E hoje me sinto um candidato favorito, porque sou o único que durante todos esses anos combateu abertamente Ben Ali", declarou.
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