Governo federal vai monitorar crimes contra os direitos humanos na internet
Ministério da Justiça deve reforçar grupo de trabalho junto com investigações da polícia
Atualizado em 06/03/2015 às 10:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
O Ministério da Justiça, junto à Polícia Federal, reforçará o grupo de trabalho interministerial criado na última quinta-feira (20/3) para monitorar e mapear crimes contra os direitos humanos nas redes sociais. A ideia é analisar denúncias de páginas que promovem o ódio e fazem apologia à violência e discriminação.
Crédito:Divulgação Crimes de ódio na internet tiveram crescimento considerável
De acordo com a Agência Brasil, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, ressaltou que os órgãos participantes devem lidar com o assunto cada vez mais presente e demanda a uma atuação efetiva do Estado brasileiro. “Não podemos permitir que o que a internet representa hoje para nós seja desvirtuado de modo a causar violência, sofrimento e divisões”, disse.
O projeto é liderado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e será composto por membros da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Secretaria de Políticas para Mulheres, do Ministério Público Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais.
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, classificou como assustador o aumento dos crimes de ódio no Brasil e ponderou que a legislação precisa ser revisada. Ela citou dados da SaferNet Brasil que apontam um crescimento de 300% e 600% no registro desse tipo de violação no país entre 2013 e 2014.
De acordo com o governo, em oito anos, a SaferNet Brasil recebeu e processou 3.417.208 denúncias anônimas envolvendo 527 mil páginas na internet. As demandas foram registradas pela população por meio de hotlines que integram a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos.
O governo também anunciou uma parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo. O Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da instituição desenvolverá um aplicativo para que a Secretaria de Direitos Humanos possa acompanhar a atuação das redes de apologia ao crime e de redes de defesa dos direitos humanos.
Crédito:Divulgação Crimes de ódio na internet tiveram crescimento considerável
De acordo com a Agência Brasil, o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Marivaldo Pereira, ressaltou que os órgãos participantes devem lidar com o assunto cada vez mais presente e demanda a uma atuação efetiva do Estado brasileiro. “Não podemos permitir que o que a internet representa hoje para nós seja desvirtuado de modo a causar violência, sofrimento e divisões”, disse.
O projeto é liderado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República e será composto por membros da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), da Secretaria de Políticas para Mulheres, do Ministério Público Federal, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e do Colégio Nacional dos Defensores Públicos Gerais.
A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Ideli Salvatti, classificou como assustador o aumento dos crimes de ódio no Brasil e ponderou que a legislação precisa ser revisada. Ela citou dados da SaferNet Brasil que apontam um crescimento de 300% e 600% no registro desse tipo de violação no país entre 2013 e 2014.
De acordo com o governo, em oito anos, a SaferNet Brasil recebeu e processou 3.417.208 denúncias anônimas envolvendo 527 mil páginas na internet. As demandas foram registradas pela população por meio de hotlines que integram a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos.
O governo também anunciou uma parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo. O Laboratório de Estudos em Imagem e Cibercultura da instituição desenvolverá um aplicativo para que a Secretaria de Direitos Humanos possa acompanhar a atuação das redes de apologia ao crime e de redes de defesa dos direitos humanos.





