"Google Health" não terá publicidade, afirma chefe-executivo do Google
"Google Health" não terá publicidade, afirma chefe-executivo do Google
Nesta sexta-feira (29), Eric Schmidt, chefe-executivo do Google, declarou que o "Google Health", novo e polêmico serviço do site de buscas, não será financiado com publicidade.
A empresa demonstrou os primeiros detalhes e o protótipo do novo serviço, que permitirá aos pacientes arquivar seu histórico médico na internet. A polêmica se deu, justamente por isso: gerar possíveis riscos para a privacidade dos pacientes.
O "Google Health", que atualmente está sendo testado por um grupo de mais de 1,3 mil voluntários do hospital americano Cleveland Clinic, permite a seus usuários ter acesso direto a seu histórico médico, além de tramitar toda a informação sobre sua saúde e trocar opiniões com especialistas.
Os pacientes poderão, por exemplo, arquivar radiografias tiradas em diferentes centros médicos e ter acesso a elas a partir de qualquer computador do mundo, o que poderia acelerar diagnósticos e tratamentos.
O sistema ainda não está disponível ao público, mas o Google espera que esteja acessível a todos os internautas em breve. "O atual período de testes é de dois meses e funcionou excepcionalmente bem em sua primeira semana", declarou Schmidt.
O empresário afirmou que a ferramenta não terá anúncios publicitários da mesma forma que outros serviços do buscador, como o Google News, também não têm. No entanto, garante que o serviço será lucrativo, porque aumentará o fluxo de usuários para outras páginas do Google.
O "Google Health" será um sistema aberto a outras empresas ou instituições que queiram oferecer serviços diretos para o consumidor, como tabelas de medicamentos ou lembretes para vacinas, mas insistiu em que nenhum dado será compartilhado sem o consentimento do paciente.
Entre os possíveis parceiros do serviço, estão centros médicos, mas também no varejo americanos que vendem remédios, como a cadeia Wal-Mart. Entretanto, Schmidt não especificou quais empresas colaborarão com o "Google Health".
Bob Gellman, consultor de políticas de privacidade e informação em Washington, afirma que o serviço do Google apresenta os mesmos riscos para a privacidade dos pacientes que o de outras companhias semelhantes na rede."Um dos principais riscos é que estes dados privados acabem nas mãos de empresas de marketing", declarou.
Embora estes serviços tragam vantagens, "pode ser também complicado para os pacientes". "Muitos consumidores não são capazes de decidir quem pode ter acesso a seu histórico médico e quem não pode", finalizou.
As informações são do Yahoo! Notícias.
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