Globo ensina como usar telejornal para interesses particulares, diz Eliakim Araujo

Globo ensina como usar telejornal para interesses particulares, diz Eliakim Araujo

Atualizado em 05/10/2007 às 16:10, por Cristiane Prizibisczki/Redação Portal IMPRENSA.

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O jornalista Eliakim Araujo, que já foi âncora do "Jornal da Globo" e hoje comanda um programa na Record, aproveitou a troca de acusações entre as duas emissoras pra também dar sua opinião.

Em texto publicado na última quinta-feira (4) em sua coluna "Direto da Redação", Araujo chamou, ironicamente, a empresa dos Marinho de "novo paladino da moral e dos bons costumes" e disse que ela se esquece que o "Jornal Nacional" já foi usado inúmeras vezes para a defesa de interesses particulares.

"Chamou-me a atenção nesse tiroteio de notas e editoriais a da Central Globo de Comunicação que acusa a Record de usar 'suposto espaço jornalístico para a defesa de interesses particulares e inconfessáveis'. Novo paladino da moral e dos bons costumes, a emissora da família Marinho prefere ignorar que o 'Jornal Nacional' já foi usado inúmeras vezes com o mesmo objetivo", diz Araujo em seu texto.

Como exemplo deste uso particular do JN, o jornalista "lembrou" a campanha contra o Ministro da Justiça do governo Figueiredo, Ibrahim Abi-Ackel, que impediu a liberação de uma carga de equipamentos destinados à TV Globo e se viu acusado de contrabando de pedras preciosas, e os editoriais contra Leonel Brizola.

"Essa história de acusar a concorrente de usar o principal telejornal da casa para defender 'interesses particulares e inconfessáveis' é velha, faz parte dos usos e costumes da mídia brasileira, e foi a própria Globo quem editou e ensinou a cartilha aos demais interessados", afirma Araujo.

O jornalista também aproveitou o espaço para reclamar do trânsito e para destacar a ineficiência dos guardas, os chamados "marronzinhos", na capital paulista.

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