Futuro das revistas e produção de conteúdo

Futuro das revistas e produção de conteúdo

Atualizado em 18/10/2010 às 17:10, por Redação revista IMPRENSA.

Futuro das revistas

"Dizemos sempre que a TV não acabou com o rádio, nem com o cinema. Temos a sorte de estarmos vivendo neste período de grandes mudanças, em que a palavra, o texto, adquire novas dimensões. Segundo Humberto Eco, passamos da fase em que 'uma imagem vale por mil palavras' para a fase em que a palavra é o que conta. Internet, web, redes sociais são palavras, textos. As pessoas passarão a ler e escrever mais. As revistas com marcas fortes, conhecidas, bem feitas terão seu lugar na cabeça dos leitores, seja em qual plataforma for.

Acredito que a grande maioria já está preparada, ou em vias de adaptar-se a estes novos formatos. O desafio é apaixonante. Olhando para os modelos internacionais ficamos todos muito motivados. A revista digital conta com recursos que a impressa não tem. As mudanças são muito rápidas. Pensem em quantos anos o celular tomou conta do país. Hoje são mais de 170 milhões. Com smartphones podemos ler revistas no celular, e mais ainda interagir com elas. Os celulares têm cada vez mais recursos. É o inicio de uma nova era nas comunicações.

Se já temos mais de 20 mil iPads, mais de 170 milhões de celulares, seguramente uma parte dos leitores está acompanhando as mudanças. As revistas brasileiras que estão no iPad, além do lado institucional do pioneirismo, são vendidas. O que abre um espaço para uma nova discussão que é a da gratuidade do conteúdo na internet. Os leitores estão acostumados a ter informações nos sites das revistas, gratuitamente, mas não nos e-readers. Da mesma forma que compram a revista impressa, estão comprando a edição digital. O que já está ocorrendo. Mais uma possibilidade de negócios que se abre para as editoras. O conteúdo deixa de ser gratuito para ser cobrado"

Maria Célia Furtado, diretora-executiva da Aner (Associação Nacional dos Editores de Revistas).

Produção de conteúdo

"Estamos em negociação com livrarias que comercializam livros digitais, além de editoras e jornais para auxiliar com soluções tecnológicas com o desenvolvimento de e-books no Brasil. Nossa proposta é trabalhar com padrões abertos de formato de conteúdo e de DRM (Digital Rights Management) para que os provedores de conteúdo que trabalhem desta forma possam utilizar o Positivo Alfa. Trabalharemos com o DRM Adobe, que é aberto e virou padrão mundial."

Mauricio Roorda, diretor de marketing da Positivo Informática, que agora lança o e-reader Alfa

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