Futebol, a química do brasileiro / Por Rafael Ligeiro e Fábio Cerdeira - UNIP (SO)
Futebol, a química do brasileiro / Por Rafael Ligeiro e Fábio Cerdeira - UNIP (SO)
Atualizado em 03/08/2005 às 12:08, por
Rafael Ligeiro e Fábio Cerdeira e estudantes de jornalismo da UNIP - Campus Norte (SP).
Por Faltando menos de um ano para o início da 18o Copa do Mundo, na Alemanha, o mundo novamente se rende ao talento do futebol do Brasil. Ronaldo, Ronaldinho, Kaká, Adriano e Roberto Carlos são apenas algumas das estrelas que brilham na Europa e que fazem do esquadrão brasileiro, mais uma vez, candidato ao título mundial. Aliás, se um de nossos representantes erguer o troféu na final, prevista para nove de julho de 2006, em Berlim, o País chegará a impressionantes marca de seis campeonatos conquistados, três à frente das rivais Itália e Alemanha.
Mas o que será que faz do Brasil uma potência no futebol?
Essa sempre foi uma questão de difícil resolução, especialmente quando olhamos a situação do esporte em terra brasilis. Muitos clubes estão literalmente atolados em dívidas, criadas durante péssimas administrações, além de se encontrarem anos-luz da estrutura de times europeus. Sabemos ainda que apenas agora as federações estão abrindo os olhos na busca por um calendário organizado e menos desgastante aos jogadores. Porém, a melhor resposta para o fato de o Brasil ser um celeiro de craques é o amor do brasileiro pelo futebol, seja com a bola nos pés, acompanhando uma partida na arquibancada ou pela televisão.
Logo no final do século XIX, quando Charles Miller trouxe da Inglaterra bolas, um conjunto de camisas e as regras do jogo, foi paixão à primeira vista entre Brasil e futebol. É verdade que no início, o esporte era considerado elitizado, praticado apenas em clubes, por cidadãos ricos. Mas demorou pouco para alcançar as classes mais pobres da sociedade. Seja no clube, na várzea ou na rua, com ou sem camisa, lá estavam brasileiros esquecendo os problemas, afogando suas mágoas, momentaneamente felizes.
Há algumas décadas, o futebol virou muito mais que uma recreação: para muitos é a oportunidade de ficar famoso e milionário. Realmente são poucos que conquistam esse status, afinal mais que a dificuldade para ingressar no esporte, diante das famigeradas "peneiras", é necessário mostrar serviço como profissional. Caso contrário, poderá ter a carreira encerrada prematuramente ou restrita a times de pouca expressão e contratos de curta duração. Em outras palavras, para virar um Ronaldinho tem de se estar no lugar certo e na hora certa, assim como um centroavante oportunista. Mas é inegável que até mesmo os clubes mais distantes dos holofotes e da mídia tem proporcionado a uma quantia significativa de atletas uma vida financeira mais confortável que na infância.
Ao torcedor ainda resta algo curioso. Mesmo diante de jogadores com salários mensais superiores a 200 mil reais, o sujeito que rala o mês inteiro para talvez ganhar nem um por cento dessa quantia literalmente se derrete ao ver o gol de seu time. Realmente, só mesmo o futebol para "acabar" com as desigualdades no Brasil. Pelo menos, durante 90 minutos.
Mas o que será que faz do Brasil uma potência no futebol?
Essa sempre foi uma questão de difícil resolução, especialmente quando olhamos a situação do esporte em terra brasilis. Muitos clubes estão literalmente atolados em dívidas, criadas durante péssimas administrações, além de se encontrarem anos-luz da estrutura de times europeus. Sabemos ainda que apenas agora as federações estão abrindo os olhos na busca por um calendário organizado e menos desgastante aos jogadores. Porém, a melhor resposta para o fato de o Brasil ser um celeiro de craques é o amor do brasileiro pelo futebol, seja com a bola nos pés, acompanhando uma partida na arquibancada ou pela televisão.
Logo no final do século XIX, quando Charles Miller trouxe da Inglaterra bolas, um conjunto de camisas e as regras do jogo, foi paixão à primeira vista entre Brasil e futebol. É verdade que no início, o esporte era considerado elitizado, praticado apenas em clubes, por cidadãos ricos. Mas demorou pouco para alcançar as classes mais pobres da sociedade. Seja no clube, na várzea ou na rua, com ou sem camisa, lá estavam brasileiros esquecendo os problemas, afogando suas mágoas, momentaneamente felizes.
Há algumas décadas, o futebol virou muito mais que uma recreação: para muitos é a oportunidade de ficar famoso e milionário. Realmente são poucos que conquistam esse status, afinal mais que a dificuldade para ingressar no esporte, diante das famigeradas "peneiras", é necessário mostrar serviço como profissional. Caso contrário, poderá ter a carreira encerrada prematuramente ou restrita a times de pouca expressão e contratos de curta duração. Em outras palavras, para virar um Ronaldinho tem de se estar no lugar certo e na hora certa, assim como um centroavante oportunista. Mas é inegável que até mesmo os clubes mais distantes dos holofotes e da mídia tem proporcionado a uma quantia significativa de atletas uma vida financeira mais confortável que na infância.
Ao torcedor ainda resta algo curioso. Mesmo diante de jogadores com salários mensais superiores a 200 mil reais, o sujeito que rala o mês inteiro para talvez ganhar nem um por cento dessa quantia literalmente se derrete ao ver o gol de seu time. Realmente, só mesmo o futebol para "acabar" com as desigualdades no Brasil. Pelo menos, durante 90 minutos.






