Fundador do WikiLeaks paga fiança e é libertado da prisão em Londres
Fundador do WikiLeaks paga fiança e é libertado da prisão em Londres
*Atualizado às 18h41
O fundador da organização WikiLeaks, Julian Assange, foi solto da prisão em Londres (ING) na tarde desta quinta-feira (16) após pagar uma fiança no valor total de 240 mil libras. A libertação confirma a liberdade condicional decretada pela Alta Corte do Reino Unido na última terça-feira (14).
Em pronunciamento, Assange agradeceu ao trabalho de seus advogados e aos colegas de imprensa que "não aceitam a versão oficial e consideraram olhar mais fundo em seu trabalho", informa a Folha.com.
O chefe do WikiLeaks é acusado pela Justiça sueca de cometer crimes sexuais no país contra duas mulheres, em agosto deste ano. Assange afirma ser inocente, enquanto seus advogados alegam que o caso tem motivações políticas.
Segundo o portal Veja.com, o Tribunal britânico negou um pedido de apelação da Procuradoria da Coroa, que pedia para o australiano aguardar seu julgamento na cadeia.
Algumas personalidades, como o cineasta norte-americano Michael Moore, declararam apoio a Assange nesta semana e se prontificaram a fazer doações para ajudar com sua libertação.
Na última terça, a Justiça britânica já havia declarado que Assange poderia sair da prisão após garantir que não deixaria o país. Para isso, ele teria que entregar seu passaporte, seguir um toque de recolher, além de ter de usar um rastreador eletrônico e se apresentar a uma delegacia diariamente às 18h.
O processo de extradição é lento, e pode demorar até seis meses. Assange estava preso em Londres desde o dia 7 de dezembro, após ter se entregado às autoridades. O australiano chegou a integrar a lista de procurados da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol, sigla em inglês).
Caso WikiLeaks
No final de novembro, o WikiLeaks vazou mais de 250 mil documentos secretos que revelam os bastidores da diplomacia dos EUA, entre despachos e outros registros. A Casa Branca condenou a publicação dos dados, dizendo que o site colocava em risco a vida de americanos e aliados do país.
Após o vazamento histórico, o governo norte-americano pressionou o maior servidor do país, a Amazon Web Services, para interromper o acesso ao WikiLeaks e evitar outra divulgação de informações comprometedoras. A França também enviou um comunicado aos servidores do país, declarando que as empresas francesas não podem hospedar páginas da web consideradas criminosas em outros países.
O fundador do WikiLeaks foi acusado na Suécia de cometer crimes sexuais, e teve sua ordem de captura emitida pela Justiça sueca e pela Interpol. Além disso, o banco suíço PostFinance fechou a conta aberta pela organização para recebimento de doações, e as empresas de cartão de crédito Mastercard, Visa e PayPal anunciaram que bloqueariam os pagamentos feitos ao site.
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