Fundador do Brasil 247 é condenado por chamar assessor de Bolsonaro de "nazistinha"
Reportagem de Kalleo Coura, editor-executivo em São Paulo do Jota, informa que o jornalista Leonardo Attuch, fundador do site Brasil 247, foi condenado a pagar uma indenização de R$ 15 mil a Filipe Garcia Martins, assessor internacional do presidente Jair Bolsonaro, por chamá-lo no Twitter de “nazista” e “nazistinha”.
Atualizado em 08/09/2022 às 11:09, por
Redação Portal IMPRENSA.
Da 2ª Vara Cível de Cotia (SP), a decisão também determina que o jornalista exclua os tuítes sob pena de multa diária de R$ 500.
As publicações de Attuch foram feitas em março de 2021, após sessão do Senado Federal em que Martins foi filmado fazendo um gesto com as mãos que levou o Ministério Público Federal a denunciá-lo pelo crime de racismo. Segundo o MPF, o gesto era símbolo de “orgulho da supremacia branca”. Porém, em primeira instância, a 12ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal absolveu Martins. O caso agora será julgado pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Crédito: Reprodução TV Senado A defesa do jornalista do Brasil 247 é feita pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins. Eles alegam que os tuítes de Attuch são resguardados pelo direito de manifestação de pensamento e informação da imprensa.
A decisão da 2ª Vara Cível de Cotia (SP) reconheceu que Attuch possui direito de expor sua opinião e pensamento, mas ressaltou que “as respectivas prerrogativas não são passaportes para o tornar imune de responsabilidade".
Ainda segundo a decisão, os tuítes de Attuch não trazem nenhuma informação, “mas adjetivação e ofensa gratuita", além de "fato difamatório" "permeado com uma certa dose de ódio”. Em julho, a jornalista Barbara Gancia também foi condenada em primeira instância a indenizar Filipe Martins por chamá-lo de “supremacista” no Twitter.
As publicações de Attuch foram feitas em março de 2021, após sessão do Senado Federal em que Martins foi filmado fazendo um gesto com as mãos que levou o Ministério Público Federal a denunciá-lo pelo crime de racismo. Segundo o MPF, o gesto era símbolo de “orgulho da supremacia branca”. Porém, em primeira instância, a 12ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Distrito Federal absolveu Martins. O caso agora será julgado pela 3ª Turma do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1). Crédito: Reprodução TV Senado A defesa do jornalista do Brasil 247 é feita pelos advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Teixeira Zanin Martins. Eles alegam que os tuítes de Attuch são resguardados pelo direito de manifestação de pensamento e informação da imprensa.
A decisão da 2ª Vara Cível de Cotia (SP) reconheceu que Attuch possui direito de expor sua opinião e pensamento, mas ressaltou que “as respectivas prerrogativas não são passaportes para o tornar imune de responsabilidade".
Ainda segundo a decisão, os tuítes de Attuch não trazem nenhuma informação, “mas adjetivação e ofensa gratuita", além de "fato difamatório" "permeado com uma certa dose de ódio”. Em julho, a jornalista Barbara Gancia também foi condenada em primeira instância a indenizar Filipe Martins por chamá-lo de “supremacista” no Twitter.





