Funcionários de TV pública da França entram em greve contra reforma do setor
Funcionários de TV pública da França entram em greve contra reforma do setor
Nesta terça-feira (25), funcionários do setor público de comunicação da França entraram em greve para protestar contra um projeto de lei que pretende reformar o financiamento da televisão pública e permitir que o governo indique o diretor da France Televisions - nomeado até então pelo órgão de supervisão audiovisual CSA.
A proposta acabaria com a publicidade na estatal e, segundo os grevistas, aumentaria o poder do presidente Nicolas Sarkozy sobre a mídia. A oposição afirma que a lei beneficiará a maior rede privada de televisão da França, a TF1, cujo dono, Martin Bouygues, é amigo do líder francês.
Se aprovadas, as mudanças probibirão publicidade na televisão pública após as 20h a partir de janeiro de 2009, e até 2011 ela deixará de existir em toda a programação. Os canais passarão a receber apenas verba do governo, principalmente através de um imposto sobre as redes privadas e provedores de Internet.
De acordo com a agência de notícias Reuters, durante o dia vários programas de rádio e TV foram interrompidos ou encurtados, e a programação noturna de notícias da rede France 2 provavelmente será menor.
Christhine Albanel, ministra da Cultura, afirmou que a reforma "certamente é a mais importante do setor de comunicação pública em mais de 20 anos". O governo alega que com a mudança os canais públicos terão uma base financeira mais sólida. Segundo ela, foram separados 450 milhões de euros para compensar a perda de receitas publicitárias, independentemente do que for recolhido com o imposto sobre o setor privado.
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