"Fui tratado como animal", diz jornalista sudanês, preso por seis anos numa base americana

"Fui tratado como animal", diz jornalista sudanês, preso por seis anos numa base americana

Atualizado em 26/06/2008 às 11:06, por Redação Portal IMPRENSA.

O Jornalista sudanês Sami al-Hajj relatou à imprensa como foram os seis anos em que esteve preso na base americana de Gauntánamo, criada pelo governo dos EUA para deter suspeitos de vínculos com o terrorismo.

Preso 345. Assim ele era identificado durante o período em que esteve detido. Al-Hajj foi libertado em 1º de maio, do mesmo modo como havia sido detido: sem nenhuma condenação, praticamente nenhuma explicação.

Em entrevista a um jornal, concedida na última terça-feira (24), durante sua passagem por Genebra, Al-Hajj relatou que os EUA não o soltaram antes por ele ter recusado uma oferta da Casa Branca: de virar agente secreto da CIA, infiltrado na Al-Jazira, a rede de TV do Catar para a qual o sudanês trabalhava como jornalista antes de ser preso. "Fui tratado como um animal", disse.

Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

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