França quer usar imagens de ex-fotógrafo militar sírio para julgar ditador

A França quer usar as imagens feitas pelo ex-fotógrafo militar sírio, que recebeu codinome César, refugiado no país sob proteção policial, para servir de base em uma acusação contra Bashar al-Assad perante um tribunal penal internacional.

Atualizado em 01/10/2015 às 12:10, por Redação Portal IMPRENSA.

ex-fotógrafo militar sírio para julgar ditador A França quer usar as imagens feitas pelo ex-fotógrafo militar , que recebeu codinome César, refugiado no país sob proteção policial, para servir de base em uma acusação contra Bashar al-Assad perante um tribunal penal internacional.
Crédito:Reprodução Imagem do ex-fotógrafo militar sírio podem levar al-Assad a um tribunal internacional
De acordo com a RFI, a chancelaria local abriu em 15 de setembro uma investigação preliminar por "crimes contra a humanidade". O profissional integrava uma equipe de legistas da Polícia Militar de Damasco e reuniu um vasto arquivo fotográfico de 45 mil imagens de 10 mil dissidentes torturados nas prisões do regime entre 2011 e 2013. A obra, que contempla as imagens, será lançada no dia 7 de outubro.
Jornais franceses publicaram trechos do livro "Operação César", da jornalista Garance Le Caisne, nesta quinta-feira (1/10). A obra conta a história do fotógrafo que, em entrevista à revista L'Obs , disse que seu objetivo é enviar um alerta àqueles que pensam em se aproximar do ditador sírio Bashar al-Assad.
Em seu último trabalho, ele tinha apenas a missão de registrar cadáveres de prisioneiros em vários ângulos. O fotógrafo relatou nunca ter visto tamanha "monstruosidade". Os corpos das pessoas torturadas apresentavam marcas de cortes profundos, olhos e dentes arrancados, além de vestígios de espancamento e queimaduras por cabos elétricos. As imagens foram avaliadas por especialistas da ONU e ex-procuradores internacionais que atestam legitimidade.