Fotojornalista Paulo Pinto fala de sua experiência na cobertura das Olimpíadas de Pequim
Fotojornalista Paulo Pinto fala de sua experiência na cobertura das Olimpíadas de Pequim
Um dos principais fotógrafos da Agência Estado, Paulo Pinto foi um dos brasileiros escalados para fazer a cobertura das Olimpíadas de Pequim, na China. Suas imagens, enviadas de longe, puderam ser apreciadas nas publicações diárias do jornal O Estado de S.Paulo , ilustrando as conquistas e derrotas de atletas do mundo inteiro, em especial os jogadores da seleção brasileira de futebol.
Ele, que seguiu os passos do irmão ao iniciar a carreira fotográfica em 1980, resolveu dedicar seus trabalhos aos temas esportivos, aliando suas duas paixões. "Sempre gostei de esportes, mais especificamente futebol. Até tenho na família jogadores, sendo que meu pai foi ídolo do 14 de Julho de Livramento [sua cidade natal, no Rio Grande do Sul], considerado o terceiro clube mais antigo do Brasil e primeiro rubro-negro", explica Pinto. "Meu tio também jogava, eu até que tentei, mas...".
| Paulo Pinto |
| Ronaldinho Gaúcho |
Em 1994, o repórter-fotográfico recebeu o convite para trabalhar no Estadão , local onde está até hoje, com 14 anos de dedicação. Foi através dessa contratação que Pinto teve a oportunidade de cobrir duas Copas do Mundo - França 1998 e Coréia-Japão 2002 - e, além de Pequim, os Jogos Olímpicos de Sidney (Austrália), em 2000. "Cobrir eventos desse porte é o sonho de todo fotógrafo esportivo. Neles, é onde se encontram os melhores das modalidades e onde os grandes profissionais da imagem farão os registros para a história", afirma o fotojornalista. "Esportes, em geral, nos propiciam grandes fotos", acrescenta.
Os números e imagens de um evento como os Jogos Olímpicos chineses marcaram a História do esporte mundial e é por isso que o repórter-fotográfico se diz privilegiado de pertencer ao grupo dos responsáveis por registrar cada momento vivido do outro lado do globo. Porém, Pinto ressalta que "no dia-a-dia existem imagens marcantes e eternas também", fato comprovado em outros trabalhos realizados por ele, com temas variados, como a série "Índios" e "São Paulo", publicadas em seu site.
| Paulo Pinto |
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| Oséas |
É com esse aval que o fotógrafo lembra, também, de situações cotidianas por que passa. "A nossa rotina diária é muito dinâmica. Há uma foto, que gosto muito, de duas meninas abrigadas em uma caixa com medidor de gás. Era o dia mais frio da cidade [SP] e a imagem saiu na capa do jornal [ Estadão ]. No dia seguinte, muita gente se prontificou a ajudá-las. Acho que cumprimos a nossa missão e isso é gratificante", conta Pinto.
| Divulgação |
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| Seleção brasileira |
Voltando ainda à sua experiência na China, o repórter fala que, diferente do que aconteceu com muitos jornalistas, não teve nenhum problema quanto à liberdade de imprensa no país. Ele explica que para os que "estavam credenciados oficialmente pelo Comitê Olímpico, não houve restrição". "Todo grande evento é fascinante, mas o que me marcou foi ver, logo na chegada ao Parque Olímpico, o Estádio Nacional, apelidade de Ninho de Pássaro, um dos mais belos estádios que já vi e trabalhei", lembra Pinto.
Paralelamente, em sua atuação no Brasil, o fotógrafo faz questão de afirmar que "não existe o pior em termos de fotos esportivas", mas que o que mais o desagrada atualmente "são as brigas de torcidas nos estádios de futebol".






