Fotógrafo garante ser verdadeira história de cão que velou túmulo de dona

Fotógrafo garante ser verdadeira história de cão que velou túmulo de dona

Atualizado em 18/01/2011 às 20:01, por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.

Por Na tarde desta terça-feira (18), a história do cão que teria velado o túmulo de sua dona em um cemitério da Região Serrana do Rio de Janeiro ganhou um novo capítulo. Na verdade, o cachorro, chamado pela imprensa de Caramelo, seria Leão e pertenceria a um voluntário que trabalhava no cemitério de Carlinda Berlim, em Teresópolis.
Uma das fotos que deu notoriedade ao cachorro que teria passado dois dias deitado ao lado de Cristina Maria Cesário Santana, enterrada na cova 305, foi produzida pelo fotógrafo Vanderlei Almeida, da agência de notícias AFP. A outra, por Wilson Júnior, da Agência Estado.
Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Vanderlei Almeida reafirmou que a história do cachorro é verídica e que durante as cinco horas em que permaneceu no cemitério, no último sábado (15), o cão não se moveu.
"Ele rosnava quando alguém tentava tirar ele dali, e os demais cachorros, que eram todos pretinhos, brincavam por todo o lugar. E onde ele ficou deitado estava marcado, tinha marca no barro", contou o fotógrafo.
Segundo Vanderlei, o cachorro estava atônito, e não se comovia quando lhe chamavam. Permanecia estático ao lado da cova, só esboçava movimento quando alguém ameaçava retirá-lo do local. "Se não fosse verdade, por que o cachorro saiu amordaçado, com focinheira?", indagou.
Almeida, que acumula 35 anos de fotojornalismo, com passagem também pela agência Reuters, relatou que soube da história pelo responsável pela coordenação dos enterros improvisados. Segundo ele, um funcionário da prefeitura.
Afirmando com veemência de que a história era verdadeira e de fácil verificação, Almeida brincou sobre ter sido sorteado para a cobertura na manhã daquele sábado. "Todo mundo levou porrada dos chefes porque ninguém foi cobrir isso", contou.


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