Fórum dos Leitores: Emílio Surita, Diogo Mainardi, Clodovil, Segredo de Fonte. Clique aqui e entre você também na polêmica

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Atualizado em 08/07/2005 às 14:07, por Redação Portal Imprensa.

Emílio Surita 1

Gostaria de comentar o fato de Emílio Surita apontar os "Cassetas" como melhores humoristas que o povo do Pânico. Na verdade, não há dúvidas de que o Pânico - como programa - é MUITO melhor que o Casseta, justamente por não ter os limites que o da Globo tem. Casseta & Planeta - o filme - deixou claro que realmente os Cassetas sabem fazer um humor muito inteligente, com princípio, meio e fim. Todavia, esse excelente humor não se reflete no programa semanal. Aliás, o Casseta era bem melhor quando era um programa mensal. Lembro até hoje que, no início, eles faziam programas temáticos (teve um que foi sobre advogados que foi absolutamente hilário). Hoje, infelizmente, o Casseta virou quase que uma paródia do Video Show, e o Tom Cavalcante vem seguindo a mesma linha, parodiando o Roberto Justus. A diferença é que o Tom imita o povo da Globo, o Sílvio, quem ele quer, como o Pânico também faz. Mas o ponto alto insuperável do Pânico é que ele vai além do imitar, e isso é que torna tão legal a brincadeira. Se o Casseta quisesse fazer uma crítica à Luana Piovani, em tom de brincadeira, seria assim: Bussunda se travestiria de Piovani e faria uma esquete em que provavelmente o Hélio de La Peña brincaria com a situação da "personagem" Luana. O pessoal do Pânico, por outro lado, comprou briga e deu as Sandálias da Humildade para a Luana! Eles vão até o artista e dizem na cara: "pô, vc vacilou, hein?". Não esqueço do Vesgo recomendando à Marília Gabriela um abraço ao seu "filho" (Gianechini). E isso é um jogo bom pra todo mundo, porque o artista tem o nome veiculado na mídia - e muito! - e o Pânico tem sua audiência garantida. Enfim, os "Cassetas" são muito bons, realmente, mas estão numa "gaiola de ouro", fazendo uma paródia do Video Show, que só olha pra dentro da Globo, e por isso o programa anda tão sem-graça (eu já não assisto o Casseta há muito tempo - quer coisa mais sem-graça que aquele "Pior time do mundo"? Como diria o próprio Marrentinho, "ih, fala sério"!). O Pânico, por outro lado, está em alta porque vai até o artista - seja que artista for, de que emissora for - ao invés de fazer mera paródia. Abraços ao Emílio e parabéns ao Pânico - o melhor humorístico da tv brasileira. Aos Cassetas, desejo que façam mais cinema. Vai ser bem melhor para os fãs...

Felipe Rei - Rio de Janeiro

Emílio Surita 2

É muito com podermos acompanhar perguntas inteligentes e esclarecedoras sobre o Pânico, conduzido pelo Emílio Surita. Uma coisa eu tenho que concordar com ele: O Casseta é muito bom, porém amarrado pelo Padrão Global, o que limita ao grupo fazer humor com liberdade.

Roberto Nogueira, radialista

Emílio Surita 3

O Surita é muito inteligente e continua com as patas no chão e a cabeça ligada ao pescoço. Seu salto continua normal, apesar do sucesso. O Pânico é escrachado, acintoso, agressivo, como deve ser o humor dubom. Eles brincam com tudo e com todos, o que os torna muito divertidos. Uma ótima alternativa para depois do ruim futebol de domingo à tarde. Quanto ao Casseta, apesar de ótimo, ateve-se aos limites da competente TV Globo. Claro, como diz o Surita muito bem, que eles são ótimos. O Pânico não daria certo em qualquer outra tevê, mesmo na do também competente Silvio Santos,o verdadeiro. Nós, os menos boçais eleitores brasileiros, queremos que o Pânico siga fazendo sucesso e mandando o Gugu pedalar atrás da sua audiência.

Oswaldo Oleare, colunista Portal RV

Regulamentação da profissão do jornalista

Vocês jornalistas são engraçados. São contra o controle social da imprensa, mas são a favor da reserva de mercado dos jornalistas. Restringir o número de profissionais da imprensa pela exigência de diploma só irá diminuir o número de jornalistas, diminuindo assim a quantidade de informação. Quanto à qualidade dos jornalistas, quem depura a profissão é o próprio público. Não é o diploma de jornalista que forma um bom jornalista.

Geraldo Moura da Silveira, advogado


Diogo Mainardi

O problema do Mainardi é que ele faz a crítica pela crítica, tão-somente no intuito de destruir teses, sem apresentar alternativas que possam contribuir para aperfeiçoar as instituições. Portanto, o que ele escreve ou fala é inútil para o jornalismo e para a sociedade brasileira.

Geraldo Moura, advogado

Clodovil na Rede Vida?

"Cadê" os jornalistas???? Há muitos anos que não é nenhuma novidade se deparar com aspirantes a apresentadores na linha cult, mas que na verdade só querem mesmo se manter na mídia e desabafarem suas prorias opiniões. No caso de Clodovil não é diferente;um homem inteligente mas com auto-indugencia e soberda o suficinte para s e achar o dono da verdade e doutor em midia. E o pior?É que alguns,desinformados diga-se d e passagem, ainda entitulam essas pessoas como corajosas, só por que falam o que pensam e tem um espaço na mídia. Não é errado a Rede vida veicular um programa apresentado pelo Senhor Clodovil.Afinal ele realmente é inteligente, culto - e se deixarmos a questão da soberba de lado- pode-se atribuir a ele uma personalidade digna de estar nos meios de comunica. O que não se encaixa são tantos jornalistas cultos e com tanto carisma qunto o Clodovil,desempregados. Falta de talento?Falta de personalisdade?ou será falta de uma boa formação academica?Nenhuma dessas alternativas.O que falta é espaço e reconhecimento. Essa notícia que mais um "artista " vai a apresentar um programa -sei lá do que- me assusta e amedronta!Por que se continuar assim-se,se não é que já esta, vamos ter em pouco tempo atrizes e modelos à frente de um telejornal. É...vamos esperar e ver o que acontece...talvez eu esteja equivocada.Será?!?

Marcela Rodrigues, estudante de jornalismo


Segredo de Fonte 1

LIBERDADE AMEAÇADA. A prisão da repórter Judith Miller, do The New York Times, após ela ter-se recusado a revelar a identidade de uma fonte, põe em risco uma das mais importantes conquistas da humanidade, em todos os tempos: a liberdade de imprensa. Por ter acontecido na terra onde essa liberdade passou a ter positivação jurídica, ainda no século XVIII, com o "Virginia's Bill of Rigths", cujo artigo 12 assegurava "que a liberdade de imprensa é um dos grandes baluartes da liberdade e jamais pode ser restringida, senão por um governo despótico", esse risco toma proporções catastróficas. Atira-se na lata do lixo, mesmo que por uma decisão judicial, um dos mais preciosos bens das civilizações modernas, com efeitos devastadores para a imprensa livre em todo o mundo. É certo que o governo Bush, sob o argumento de combater o terrorismo, já vem ferindo de morte as liberdades individuais e coletivas, ensejando, assim, decisões autoritárias como a do juiz Thomas F. Hogan, do Tribunal Federal Distrital de Washington. Estranho é que eles, americanos, esqueçam que foi graças ao trabalho livre da imprensa que veio à tona o caso "Watergate" e a conseqüente derrubada do então presidente Richard Nixon, apenas para citar um dos casos mais emblemáticos. Outro agravante: a repórter Judith Miller, até onde se sabe, não teria cometido excessos nem abusado do direito à liberdade de imprensa. Ela apenas estaria honrando um compromisso de confidencialidade com sua fonte. Como sempre acontece quando governos são contrariados, ela está sendo condenada, exatamente, por ferir suscetibilidades do poder, num caso de uma matéria jornalística que envolve o vazamento ilegal da identidade de uma espiã da CIA, a Central de Inteligência dos Estados Unidos. No Brasil, onde a imprensa vem desempenhando papel de relevância para o fortalecimento da - ainda frágil - democracia, a liberdade de informação jornalística é consagrada no art. 220 da Constituição Federal, que assegura que "a manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão qualquer restrição". A norma constitucional é confrontada, diariamente, com a realidade. Nem sempre a liberdade de expressão, tal como insculpida na Constituição, é respeitada. Aqui, como nos Estados Unidos, a imprensa também já foi responsável pela derrubada de um presidente, ao denunciar os escândalos nos porões do governo Collor. Mas, a comparação deve terminar aí. Afinal, com esses "exemplos", os EUA já não são exemplo para ninguém.

Rômulo Barbosa, diretor de jornalismo, Rede Mirante/MA

Segredo de Fonte 2

Independente da notícia, uma fonte nunca deve ser revelada. Ela é quem ajuda o jornalista levar a informação a população. O jornalista deve ouvir todos os lados e publicar o que é de interesse social. O restante lhe serve de base para a formação de opinião. É inadimíssivel a prisão de um jornalista que não revela fonte. Não podemos fazer isso. Esse é um dos principais sigilos da profissão. É um acordo entre quem fala e o jornalista que escuta. É falta de ética revelar fonte que não autorize. Existe forma de punir a fonte se o que ela revelar algo que a comprometa na informação transmitida. Essa é a função do jornalista. Att. Josimara.

Josimara Silva, assistente administrativo


TV Globo e a Copa 2006


Cobri, como reporter duas Copas do Mundo,78 e 82 e como comentarista,86 e 90,cobertura para o rádio. Desde então a Copa do Mundo transformou-se num evento televisivo e gradativamente as emissoras de rádio foram perdendo espaço na cobertura e substituindo as transmissões ao vivo pelo off tube. as emissoras de rádio não conseguem fazer cobertura oficial com os preços cobrados pelos organizadores.Está chegando a vez da televisão e a Globo ficou sózinha.Dia chegará em que o Terceiro Mundo não terá imagens de televisão e não terão rádio tambem.No rádio já se faz muita pirataria e certamente teremos o mesmo na internet para este proximo Mundial.Será que podemos pensar, que a Globo comprando todos os grandes eventos e mais das vezes não transmitindo, acabou por tirar as demais redes do negócio.Tudo quiz, agora vai pagar sózinha.Desacostumou a concorrência - forçadamente- a não colocar Esporte- futebol como produto bom e prioridade.Não tinha para pagar, resolveram fazer outra coisa.Deu certo,perderam o gosto.

João Garcia, comentarista e apresentador - Rádio Guaíba