Financiamento de campanhas eleitorais é o tema do "3 a 1", da TV Brasil
Financiamento de campanhas eleitorais é o tema do "3 a 1", da TV Brasil
O programa "3 a 1", exibido pela TV Brasil, da próxima quarta-feira (17), vai debater o financiamento das campanhas eleitorais, um assunto que volta à tona em anos eleitorais.
Por que o modelo atual utilizado no Brasil está ligado a casos de corrupção? O financiamento público é o caminho para resolver o problema? Essas e outras questões serão levantadas no programa que terá como convidados o Secretário de Finanças do PT, Paulo Ferreira; o Tesoureiro do PMDB, deputado Eunício de Oliveira (CE); e o sociólogo e Consultor Legislativo do Senado, Caetano Araújo.
Ao defender a adoção do financiamento público na campanha, Eunício Oliveira, considera ser o molelo a solução para o fim da hipocrisia no Brasil. "O Congresso acabou de fazer uma lei eleitoral, debatida, discutida com os partidos, com as lideranças e com a sociedade. E agora vem uma resolução que nós não sabemos como vai ficar a lei eleitoral, como vamos proceder em relação ao financiamento de campanha. Temos que esperar a resolução do TSE, porque a lei eleitoral vai valer muito pouco", diz o deputado. E conclui: "Se o financiamento da campanha fosse público, haveria muito menos debate do ponto de vista da possibilidade de desvio de conduta".
Com relação ao custo das campanhas eleitorais, Caetano Araújo afirma que, no Brasil, custam muito para os parâmetros internacionais. "Primeiro porque os candidatos aqui fazem campanha para milhões de pessoas e isso custa muito caro. E o segundo ponto é que aqui todos competem contra todos e isso custa mais caro ainda", diz.
Paulo Ferreira reconhece os altos cultos e defende o financiamento público. Para ele, a quantidade das pequenas contribuições é absolutamente insuficiente para dar conta das despesas.
"A disputa é uma disputa de votos na sociedade. Envolve as instituições partidárias e envolve lamentavelmente a disputa intrapessoal - a disputa candidato/ candidato. Isso torna a campanha caríssima. Se nós tivéssemos a lista fechada, teríamos uma única votação. Por isso, o fim do financiamento público é mais barato para a sociedade que o privado. Porque de alguma maneira o cidadão acaba pagando o financiamento privado."
O "3 a 1" tem apresentação de Luis Carlos Azedo e vai ao ar às 23h.






