Fim do contrato com a CBM pode tirar Gazeta Mercantil das bancas
Fim do contrato com a CBM pode tirar Gazeta Mercantil das bancas
Fim do contrato com a CBM pode tirar Gazeta Mercantil das bancas
O jornal Gazeta Mercantil pode deixar de circular a partir do dia 1º de junho deste ano. Na última segunda-feira (25), a Companhia Brasileira de Multimídia (CBM) decidiu por romper seu contrato com Luiz Fernando Levy, que arrendou a marca ao empresário Nelson Tanure.
A CBM justifica o fim do contrato, afirmando que destinou à Gazeta recursos para que o diário pudesse sanar suas dívidas trabalhistas anteriores ao arrendamento. No entanto, estas obrigações, entre outras, não foram cumpridas.
A editora salientou, ainda, que está à disposição "para colaborar no que estiver ao seu alcance para que o grupo econômico Gazeta Mercantil dê continuidade, sem interrupção, do jornal", mesmo depois da revogação do contrato.
Segundo noticiou a Folha de S.Paulo , Levy refutou interesse em assumir a responsabilidade pela Gazeta Mercantil . Em comunicado interno à redação, o empresário pediu aos jornalistas que "não se iludissem, pois o jornal acabou".
A diretoria da Gazeta Mercantil e da CBM passaram a tarde de segunda-feira reunidos para analisar os possíveis desdobramentos do fim do contrato, vigente desde 2003. Uma das probabilidades, caso Levy não assuma o controle, é que a marca passe a ser administrada por uma entidade sem fins lucrativos organizada pelos próprios funcionários do veículo.
Até o momento, porém, os profissionais da redação não manifestaram qualquer interesse em assumir o controle da marca.
Nesta terça-feira (26), representantes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo terão um encontro com dirigentes da CBM, no Rio de Janeiro (RJ), para discutir as consequências do encerramento do contrato com a Gazeta . "Nós queremos saber como se dará essa passagem, este período de transição e se os funcionários do jornal serão afetados", disse Guto Camargo, presidente do SJSP, ao Portal IMPRENSA.
Ele salientou, ainda, que se preocupa com os empregados da Editora Peixes, de propriedade da CBM, já que o grupo não anunciou se a editora permanecerá no prédio da Gazeta. "Com essa rescisão, a gente não sabe exatamente o que vai acontecer com a Peixes", afirmou.
De acordo com o Instituto Verificador de Circulação (IVC), o jornal a Gazeta Mercantil não é filiado à entidade desde setembro de 2008. A última editoria de circulação realizada, segundo o Instituto, foi feita em julho daquele ano.
O anúncio foi feito através de comunicado enviado à imprensa esclarecendo que os "números recentemente divulgados relacionados à circulação do veículo não são, portanto, atuais". O IVC lembrou, ainda, que "não fornece informações a respeito de ex-associados".
Foto: Arquivo IMPRENSA/ Guto Camargo, presidente do SJSP
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