Filho de jornalista morta durante lipo receberá pensão de clínica
Filho de jornalista morta durante lipo receberá pensão de clínica
| Reprodução |
| Lanusse Martins |
A 4ª Vara Cível de Brasília (DF) determinou que a clínica Paccini pague pensão mensal de R$ 3,5 mil ao filho da jornalista Lanusse Martins, que morreu após uma lipoaspiração, no último mês de janeiro. A Justiça decidiu, ainda, que o estabelecimento pague valor retroativo aos últimos seis meses ao garoto de seis anos.
No entendimento da Vara Cível, não é necessária a comprovação de negligência médica para que a clínica seja penalizada. Cabe recurso.
Lanusse, de 27 anos, que era repórter da TV Justiça e tinha passagem pela Rede Globo de Brasília, internou-se para uma lipoescultura na manhã do dia 25 de janeiro. De acordo com o depoimento de um dos médicos, a jornalista faleceu em razão de uma embolia pulmonar após a cirurgia - quando uma artéria é obstruída por um segmento de gordura que entra na corrente sanguínea.
A versão fora desmentida, dias depois, pelo promotor Diaulas Costa Ribeiro, que apontou como erro médico a causa da morte de Lanusse. O Ministério Público divulgou laudo apontando a morte da jornalista por hemorragia (choque hipovolêmico), segundo informa O Globo Online.
"Ela morreu de uma facada. Houve a secção de vasos, provavelmente veias, e ela sangrou até morrer. A cânula entrou na cavidade abdominal. É um erro médico grave. Lipoaspiração é a aspiração de gordura superficial. Se entrou na cavidade abdominal, tem erro. Não pode chegar ali", disse Diaulas.
No início de abril, o Ministério Público também apresentou à Justiça denúncia contra o cirurgião plástico Haeckel Cabral Moraes por homicídio doloso - quando há intenção de matar - e por motivo torpo, levando-se em conta a suposta negligência da clínica.
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