FIJ acusa governos de países europeus de "vigiar" jornalistas
FIJ acusa governos de países europeus de "vigiar" jornalistas
Na última quinta-feira (30), o secretário-geral da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ), Aidan White, denunciou que Governos de países da Europa vigiam o trabalho dos jornalistas do continente, o que, em sua opinião, "põe em risco" o importante papel que os profissionais desempenham na democracia.
O dirigente defendeu que na Europa se generalizou a vigilância de e-mails e ligações telefônicas de profissionais de comunicação usando como argumento segurança nacional e a luta contra o terrorismo.
White indicou, durante entrevista coletiva em razão do Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, que a Dinamarca, Itália, Reino Unido e Alemanha são os países em que mais os jornalistas são vigiados. No entanto, frisou que essa é uma tendência em toda a Europa.
Ele acrescentou, ainda, que os meios de comunicação do continente enfrentam desafios como a crise econômica, mudanças no modo de transmissão e recepção de informações e a queda significativa na venda de jornais impressos, segundo informações da agência de notícias Efe.
White sublinhou que se trata de um momento de mudanças históricas no universo da imprensa que devem servir para restaurar o papel dos meios de comunicação europeus e, assim, "evitar que as democracias sejam afetadas".
Porém, ele ressaltou que em todo o mundo os governos assumem compromissos e declarações para garantir a liberdade de imprensa, "mas caem na hipocrisia, na censura e na negligência", e não cumprem seus acordos.
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