Fenaj lança pesquisa para mapear efeitos da pandemia na rotina de mães jornalistas
Questionário pode ser respondido até o dia 17 de agosto e pretende alcançar o maior número de profissionais no Brasil
O aumento das desigualdades de gênero durante a pandemia, constatado em pesquisa com 558 mulheres jornalistas de mais de 50 países, levou a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) a querer saber, no Brasil, de que forma essas profissionais foram afetadas.
Crédito:PexelsA pesquisa “Mães jornalistas e o contexto da pandemia” lançada no dia 7 de agosto no site da Fenaj é uma iniciativa da Comissão Nacional de Mulheres Jornalistas para mapear como essas profissionais têm conciliado atividades de trabalho, afazeres domésticos e cuidados com os filhos.
O questionário poderá ser respondido até o dia 17 de agosto de 2020, pelo link e leva entre três e cinco minutos para ser preenchido.
A Federação já realizou este ano duas pesquisas relativas à saúde e às condições de trabalho da categoria em meio à crise sanitária provocada pelo novo coronavírus.
Mas de acordo com Samira de Castro, segunda vice-presidente da Fenaj e integrante da Comissão de Mulheres, a necessidade de mapear a situação específica das profissionais da área ficou evidente após o levantamento feito pela Federação Internacional dos Jornalistas (IFJ).
“A Comissão de Mulheres se propôs a realizar esse novo levantamento a partir de uma pesquisa da Federação Internacional, cuja principal constatação foi de que mais da metade das mulheres jornalistas experimentou um aumento das desigualdades de gênero na pandemia. Por isso, queremos agora obter informações sobre mães jornalistas brasileiras nesse atual contexto que envolve adoecimentos, cuidados familiares, teletrabalho e educação dos filhos”, explica.
O questionário traz perguntas sobre condições de trabalho e os riscos das atividades presenciais, redução salarial provocada pela MP 396 e solicitação do benefício emergencial; filhos, responsabilidades compartilhadas e sobrecarga na pandemia; e como a mulher vê a possibilidade de retorno das aulas presenciais dos filhos, tudo isso dividido por estado.
“Achamos importante inserir as jornalistas no debate sobre o retorno às aulas presenciais, que já vem sendo feito pelas trabalhadoras e mães de diversas categorias, notadamente as ligadas à Educação”, completa Aline Rios, representante do Sindicato dos Jornalistas do Paraná (SindijorPR) na Comissão de Mulheres da Fenaj.
A Federação espera alcançar o maior número possível de mães jornalistas do Brasil com o levantamento que segue até o dia 17.





