Felipe Xavier fala de sua carreira humorística no rádio no "IMPRENSA na TV"

Felipe Xavier fala de sua carreira humorística no rádio no "IMPRENSA na TV"

Atualizado em 03/11/2008 às 15:11, por Adriana Douglas/Redação Portal IMPRENSA.

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O criador e idealizador de personagens cômicos como o Homem-Cueca, Dr. Pimpolho, entre outros, Felipe Xavier, que mantém o programa "Chuchu Beleza" em mais de 70 rádios brasileiras, foi o entrevistado desta semana no programa "IMPRENSA na TV". Em entrevista à apresentadora Thaís Naldoni, editora-executiva do Portal IMPRENSA, o humorista explicou que sua afinidade com o trabalho no rádio surgiu nos tempos de colégio, quando era colega de Paulo Bonfá e Marco Bianchi. "A gente gravava coisinhas e piadas, somente no áudio, como brincadeira", disse.

Em 1991, ele e a dupla humorística, todos alunos da Universidade de São Paulo (USP), iniciaram o projeto chamado "Rádio Alegre", que foi ao ar na Rádio USP FM. Quatro anos depois, o trio acabou sendo contratado para apresentar um programa humorístico na Rádio 89 FM, batizado de "Os Sobrinhos do Ataíde". Na mesma época, foram convidados também para comandar o quadro "Bola Fora", na TV Bandeirantes. "Tenho uma visão bem crítica das coisas e acho que isso é uma mola para fazer humor", explica Xavier sobre sua tendência para criar personagens cômicos. "Eu, observando as coisas, acabo achando a inspiração para os personagens".

Reprodução
Felipe Xavier conversa com Thaís Naldoni

E foi com esse conceito que, com o fim de "Os Sobrinhos", em 1999, o humorista transferiu-se para a Jovem Pan, onde criou os programas "Boca Cheia", "Selig" e o malandro "Homem-Cueca". "Nesse ano, o movimento do rap foi surgindo nas periferias de São Paulo e resolvi trazer para o estilo para o conhecimento de todos", diz Xavier sobre a escolha de um protagonista com as características de um integrante do gueto paulistano. "Algum tempo depois, vi filhos de gente grã-fina falando como 'mano' em uma festa de alta sociedade. Na hora, pensei que o personagem tinha virado um fênomeno, porque se aqueles meninos estavam falando daquele jeito, a abrangência seria enorme", afirmou. "Para mim, saiu do gueto, se tornou universal. O personagem valeu dessa minha percepção".

Depois de o "Homem Cueca", Xavier passou a fazer parte da equipe da Rádio Mix FM, em 2000, onde passou a apresentar o "Chuchu Beleza". Nele, o personagem Dr. Pimpolho se tornou a celebridade da emissora. "Todos os personagens que eu fiz foram sempre muito visuais", apontou o radialista acerca do que seria o motivo do sucesso de suas figuras cômicas. "Essa é uma característica do meu trabalho. Gosto da idéia de alguém fechar o olho e imaginar a cena a partir de um áudio", disse.

Novos rumos

Felipe contou que sempre teve vontade de trabalhar, de fato, com a imagem e produção de peças publicitárias. Por essa razão, resolveu estudar direção e cinema nos Estados Unidos. "Como eu acabava produzindo a propaganda que passaria entre meus programas, porque os anunciantes nunca tinham peças para rádio, eu desenvolvi o gosto pela coisa", revelou. "O rádio é patinho feio da publicidade".

Ao voltar para o Brasil, em agosto deste ano, Xavier contatou amigos em busca de inserção ao mercado. Um deles, da agência DM9DDB, o convidou para fazer três filmes virais na Internet, no . "O resultado foi bom e acabou indo também para a TV", explicou Xavier. "Lá, ganhei mais técnica, porque os caras entendem mesmo do assunto. Tudo tem um jeito certo de se fazer, tudo tem um porquê para eles".

Embora esteja focado para o universo publicitário, seus personagens humorísticos não serão deixados de lado. Ao todo, Felipe contabiliza cerca de três mil histórias em seu arquivo. "Duraria alguns anos a reprise de todas elas", orgulha-se. "Hoje, o 'Chuchu Beleza' é transmitido em 73 emissoras em todo o Brasil e é muito legal ver a abrangência desse trabalho".

O "IMPRENSA na TV" é exibido todas as segundas-feiras, das 15h às 16h, na , com apresentação da jornalista Thaís Naldoni, editora-executiva do Portal IMPRENSA.

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