Federação Internacional de Jornalistas se manifesta sobre morte de repórter no Paquistão

Federação Internacional de Jornalistas se manifesta sobre morte de repórter no Paquistão

Atualizado em 01/09/2008 às 14:09, por Redação Portal IMPRENSA.

Após o assassinato do jornalista Abdul Aziz, do diário Azadi , na última sexta-feira (29), durante um ataque de forças governamentais ao esconderijo dos rebeldes em Swat, nas áreas tribais do Paquistão, a Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) e o Sindicato Federal de Jornalistas do Paquistão (PFUJ) manifestaram seu descontentamento sobre as questões de segurança na região, que impedem o trabalho dos repóteres.

O secretário-geral da FIJ, Aidan White, condenou o caso, dizendo que "as forças governamentais devem estar cientes dos problemas de segurança que afetam os jornalistas nas áreas tribais" e evitar que os repórteres sejam "apanhados no fogo cruzado". A contínua situação de tensão já levou diversos jornalistas a migrar da área para não serem vítimas de ambos os lados do conflito, que são tropas do governo e grupos de militantes.

Segundo publicado pelo Sindicato dos Jornalistas de Portugal, as entidades sublinham, ainda, que a imprensa é, por norma, imparcial, respondendo assim a declarações do ministro da Informação do Paquistão, Sherry Rehman, que aconselhava a imprensa a não noticiar comunicados de grupos rebeldes, "glorificando-os". "Glorificar é uma coisa e noticiar um acontecimento é outra. A mídia de todo o mundo divulga declarações de líderes de topo da Al Qaeda", lembrou o sindicato, enquanto a federação afirmou que "a população tem o direito de saber o que se passa e qualquer forma de censura só irá piorar a situação".

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