"Faria o mesmo se fosse hoje", diz jornalista preso por sete anos em Guantánamo

O jornalista sudanês Sami Al-Hajj participa do Fórum Social Rototom Sunsplash, na Espanha, no qual é convidado para falar na seção "Pri

Atualizado em 19/08/2015 às 18:08, por Redação Portal IMPRENSA.

O jornalista sudanês Sami Al-Hajj participa do Fórum Social Rototom Sunsplash, na Espanha, no qual é convidado para falar na seção "Prisioneiros de Guantánamo". Ele tem narrado sua trajetória na cidade cubana, onde passou sete anos apenas por ser jornalista.

Crédito:Reprodução Jornalista ficou detido 7 anos no presídio de Guantánamo, em Cuba
De acordo com o El Espectador , Sami, que atualmente é diretor do Centro para os Direitos Humanos e Liberdade Pública da Al-Jazeera, foi para Guantánamo no ano 2000 para cobrir as operações militares dos Estados Unidos na cidade cubana. Lá, ficou preso durante sete anos, até ser libertado em 2007 e passar 420 dias em greve de fome.

Segundo Al-Hajj, nunca ouve qualquer acusação formal contra ele. "Eles sabiam que eu era jornalista, me perguntaram várias vezes sobre meu trabalho na Al-Jazeera. Ser jornalista foi o suficiente para me manter preso", ressaltou.

Mesmo preso, o repórter acredita que o período em reclusão foi uma oportunidade de descrever os horrores de Guantánamo. Oportunidade que, para ele, só o jornalismo pode trazer. "Eu faria o mesmo se fosse hoje. Diria a verdade e seria os olhos do povo. Foi uma boa chance de testemunhar e mostrar como as pessoas viviam naquele lugar".