Farc ordena assassinato de jornalista que repassava informações ao FBI
Farc ordena assassinato de jornalista que repassava informações ao FBI
Atualizado em 25/10/2010 às 15:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
As Forças Armadas Revolucionárias Colômbia (Farc) ordenaram o assassinato da jornalista colombiana Olga María Vega, que enviava informações à justiça dos Estados Unidos e ao FBI, informou o presidente Juan Manuel Santos.
De acordo com o presidente, a informação foi encontrada em mensagem que estava em um dos computadores de Victor Julio Suárez Rojas, conhecido como "Mono Jojoy", segundo na hierarquia das Farc, morto no último mês de setembro, no sul da Colômbia.
Em e-mail lido por Mono Jojoy durante uma reunião comunitária no departamento (estado) de Caldas, os chefes guerrilheiros conhecidos como "Fabián Ramírez", "Joaquín Gómez" e "Martín Corena" encomendam a outro membro a morte da jornalista, irmã de Baruch Vega, que já trabalhou para a Direção de Controle de Drogas dos Estados Unidos (DEA).
"Companheiro, lembra-se daquela jornalista huilense (da cidade de Huila) que eu te apresentei como suspeita, irmã de Baruch, o que trabalha com a DEA? (...) Pois bem, esta velha trabalha não só com a DEA, mas também com o FBI", diz o e-mail.
A agência de notícias Efe afirma que Olga se valia de uma suposta relação amorosa com o guerrilheiro "Raúl Reyes", morto em 2008, para ter acesso às informações.
"Em um relatório de inteligência que chegou, aparece que ela mantinha relações sentimentais com o mestre (Raúl) Reyes e todas as mensagens que o camarada mandava ela levava ao FBI em Bogotá, onde mudavam o texto das mensagens", acrescenta o e-mail. Após explicar o contexto em que as informações vazaram, a ordem é "se tiver a oportunidade, não se esqueça de ordenar que atirem".
Em entrevista a W Radio, Olga admitiu que conheceu Reyes, mas negou que tivesse qualquer relação sentimental com o guerrilheiro. Eles se conheceram durante os diálogos fracassados de paz entre o final de 1998 e o início de 2002 com o Governo de Andrés Pastrana, à época presidente.
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De acordo com o presidente, a informação foi encontrada em mensagem que estava em um dos computadores de Victor Julio Suárez Rojas, conhecido como "Mono Jojoy", segundo na hierarquia das Farc, morto no último mês de setembro, no sul da Colômbia.
Em e-mail lido por Mono Jojoy durante uma reunião comunitária no departamento (estado) de Caldas, os chefes guerrilheiros conhecidos como "Fabián Ramírez", "Joaquín Gómez" e "Martín Corena" encomendam a outro membro a morte da jornalista, irmã de Baruch Vega, que já trabalhou para a Direção de Controle de Drogas dos Estados Unidos (DEA).
"Companheiro, lembra-se daquela jornalista huilense (da cidade de Huila) que eu te apresentei como suspeita, irmã de Baruch, o que trabalha com a DEA? (...) Pois bem, esta velha trabalha não só com a DEA, mas também com o FBI", diz o e-mail.
A agência de notícias Efe afirma que Olga se valia de uma suposta relação amorosa com o guerrilheiro "Raúl Reyes", morto em 2008, para ter acesso às informações.
"Em um relatório de inteligência que chegou, aparece que ela mantinha relações sentimentais com o mestre (Raúl) Reyes e todas as mensagens que o camarada mandava ela levava ao FBI em Bogotá, onde mudavam o texto das mensagens", acrescenta o e-mail. Após explicar o contexto em que as informações vazaram, a ordem é "se tiver a oportunidade, não se esqueça de ordenar que atirem".
Em entrevista a W Radio, Olga admitiu que conheceu Reyes, mas negou que tivesse qualquer relação sentimental com o guerrilheiro. Eles se conheceram durante os diálogos fracassados de paz entre o final de 1998 e o início de 2002 com o Governo de Andrés Pastrana, à época presidente.






