Facebook aprova anúncios com desinformação sobre novo coronavírus
Entidade americana que atua na defesa de direitos do consumidor e na avaliação da qualidade de produtos e serviços, a Consumer Reports (espécie de Proteste dos EUA) publicou nesta terça (7) o resultado de um teste que ilustra a fragilidade dos métodos utilizados pelo Facebook para evitar a disseminação de desinformação sobre covid-19 em sua plataforma.
Atualizado em 09/04/2020 às 18:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Para realizar o teste, a Consumers Report elaborou três falsos anúncios de uma entidade fictícia denominada Self Preservation Society.
A primeira peça publicitária defende que o isolamento social não faz diferença nenhuma no combate à pandemia e que as pessoas devem ir para as ruas e retomar suas atividades normais.
Crédito:Reprodução / Consumer Reports
O segundo falso anúncio traz uma foto de uma avenida de Nova York cheia de gente e uma frase defendendo que a melhor forma de combate à doença é as pessoas saírem de casa, pois quanto mais rápido elas se contaminarem, mais cedo poderão retornar à normalidade.
Submetidos ao Facebook em meio a outras peças publicitárias, os falsos anúncios foram aprovados pelo departamento que deveria avaliar o teor das postagens patrocinadas veiculadas na plataforma.
Os anúncios ficaram disponíveis por sete dias para publicação. Constatada a falha no sistema, a Consumer Reports deletou os arquivos, a fim de evitar sua acidental publicação.
Jornalista que colabora nas reportagens publicadas no site e na revista da Consumer Report, Kaveh Waddel esteve à frente do teste. Segundo ele, o Facebook só costuma remover anúncios problemáticos depois que eles são publicados.
"Se eu tivesse publicado essas falsas mensagens, eventualmente o Facebook as removeria. Mas é impossível saber o alcance das mensagens ou o tamanho do dano que elas teriam causado", conclui o jornalista.





