Ex-preso político diz que Folha deveria tê-lo entrevistado antes de publicar artigo sobre Lula
Ex-preso político diz que Folha deveria tê-lo entrevistado antes de publicar artigo sobre Lula
Ex-preso político diz que Folha deveria tê-lo entrevistado antes de publicar artigo sobre Lula
Após a polêmica causada pela publicação, na última sexta-feira (27), de um artigo do colunista César Benjamin sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Folha de S.Paulo divulgou, nesta terça-feira (1/12), uma reportagem com o eletricista João Batista dos Santos, ex-militante do MEP (Movimento pela Emancipação do Proletariado) e um dos homens que esteve preso com Lula em 1980, quando ele ainda era sindicalista.
| Divulgação | |
| César Benjamin |
Em seguida, Lula teria narrado a tentativa de violação sexual do companheiro de cela. "Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de 'menino do MEP', em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do 'menino', que frustrara a investida com cotoveladas e socos", afirmou o colunista.
Em entrevista à Folha , João Batista dos Santos, o suposto "menino do MEP", declarou que era o único integrante do movimento entre os homens presos na cela do Dops em que também estava Lula, e que passou por "situação constrangedora" após apublicação do artigo.
Ele se negou a comentar qualquer assunto sobre o presidente ou seu governo, e disse que Lula "deve estar chateado com o artigo". Para Santos, a Folha de S.Paulo deveria tê-lo procurado antes de publicar o texto de Benjamin. Além disso, ele pediu que o jornal dastacasse que ele conheceu o publisher Octavio Frias de Oliveira, morto em 2007.
Segundo ele, os herdeiros de "seu Frias" na Folha "não seguem o exemplo do pai". Ele acredita que, se o publisher ainda estivesse no controle do jornal "este artigo não teria sido publicado".
A Folha ouviu, ainda, seis dos 18 ex-presos que dividiram a cela com Lula e Santos, e eles afirmaram ser "impossível" ter ocorrido algum tipo de assédio sexual sem que eles ficassem sabendo. "O que deve ter acontecido é que Benjamin não sabe ou não entendeu que são comuns, entre os operários, brincadeiras assim, que podem soar de mau gosto. Não acredito que tenha inventado a conversa, mas o assédio, isso nunca aconteceu", declarou o ex-preso José Maria de Almeida.
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