Ex-ministro das Comunicações critica jornais e nega ter recebido intimação do caso Lava-Jato

Paulo Bernardo usou seu Facebook para explicar notícias sobre seu "desaparecimento" quando deveria ter prestado depoimento à Justiça.

Atualizado em 06/03/2015 às 13:03, por Redação Portal IMPRENSA.

O ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, usou seu nesta sexta-feira (6/3) para esclarecer o motivo de ainda não ter prestado depoimento à Justiça no caso Lava-Jato. Ele diz que não foi intimado oficialmente e criticou jornais que relataram seu "desaparecimento".
Crédito:Valter Campanato/Agência Brasil Ex-ministro criticou postura da imprensa por não apurar denúncias contra ele
Segundo a Veja , Bernardo foi intimado como testemunha de defesa do presidente da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, por irregularidades em contratos com a Petrobras. Ainda de acordo com a revista, o oficial de Justiça João Augusto Sapia não teria conseguido localizar o ex-ministro no endereço informado pelo empreiteiro.
De acordo com Bernardo, nenhuma intimação oficial chegou ao seu endereço em Brasília (DF), onde vive com a mulher, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), e nem mesmo no apartamento que possui em Curitiba (PR). "Na semana passada ouvi dizer, literalmente falando, que o depoimento estava marcado para esta semana em Curitiba. Não tendo recebido qualquer comunicação da Justiça ou mesmo do advogado que solicitou meu depoimento, resolvi aguardar, acreditando que as formalidades normais num processo como esse seriam cumpridas, ou seja, que eu seria intimado a comparecer, com a informação de data e local", escreveu.
O ex-ministro diz que foi procurado por diversos jornalistas querendo saber informações sobre seu caso. "Informei que não tinha sido intimado, que não tinha qualquer informação além de algumas notas na mídia e que continuava aguardando uma notificação ou convocação", escreveu Bernardo.

Apesar disso, ele diz que veículos como a Gazeta do Povo , a Folha de S.Paulo e o Estado de S. Paulo deram a notícia sobre seu suposto desaparecimento e até sugeriram que ele havia deixado o país ou que estava morando em Ribeirão Preto (SP).
"A Folha de S.Paulo publica matéria com este teor na versão impressa onde me trata com DESAPARECIDO, sem que tenham me ligado novamente para verificar. Vários outros veículos deram matérias com conteúdo parecido. O Estadão informa os nomes das pessoas arroladas como testemunha e informa que o meu 'advogado e amigo' havia fornecido meu endereço para as providências cabíveis. O Globo deu matéria online com as mesmas informações, provavelmente obtidas na Justiça. No caso da Folha , devem ter achado a história que contei à sua repórter muito sem-graça e resolveram 'melhorá-la' dizendo que estou desaparecido", criticou o ex-ministro.
Bernardo afirma que seu advogado ligou para a Vara de Justiça informando seu endereço e que a informação foi anexada ao processo.