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Ex-ministra critica postura de Luciano Huck em incentivar indiretamente o turismo sexual

Maria do Rosário criticou o apresentador Luciano Huck após repercussão negativa de texto

Após a repercussão negativa de uma publicação de Luciano Huck nas redes sociais, na qual convidava mulheres solteiras a se inscreverem em um quadro da atração para conhecer os 'gringos' que estão aproveitando a Copa no Rio de Janeiro, a deputada federal e ex-ministra da Secretaria dos Direitos Humanos Maria do Rosário (PT-RS) usou sua conta no Twitter para criticar o apresentador.
“Tem que avisar ao comunicador da Globo que brasileiras sonham e realizam mais em suas vidas do que ele pensa: estudam, trabalham e até dirigem o país”, acrescentou Maria do Rosário. À IMPRENSA, a parlamentar acrescentou: “Foi surpreendente que ele, talvez sem refletir muito, tenha tomado um caminho de reforço desta imagem da qual queremos nos livrar”.
Crédito:Agência Brasil "Eu não vejo a mídia como aquela que deve ser demonizada", diz a deputada IMPRENSA - Que tipo de mensagem sobre o Brasil o anúncio feito por Luciano Huck passa? Maria do Rosário - É inegável que quem atua em televisão tem uma influência muito grande sobre a formação cultural. Eu achei surpreendente, nesse período histórico que o País vive, com o esforço dos meios de comunicação e da sociedade, com essa ideia ruim que reforça um estereótipo sobre a mulher brasileira. Cheguei a duvidar na hora, pensei que fosse falso. Em geral, os programas como o dele sempre agem com responsabilidade.
Temos trabalhado há muito tempo contra o estereótipo da permissividade e da disponibilidade da mulher brasileira diante do imaginário dos homens de fora do País. Foi surpreendente que ele, talvez sem refletir muito, tenha tomado um caminho de reforço desta imagem da qual queremos nos livrar.
IMPRENSA - A mídia brasileira ajuda ou atrapalha nesse combate? Vejo que ela muitas vezes ajuda e em outras se orienta por uma cultura de desvalorização do nosso povo, particularmente das mulheres. Existe esse reforço negativo em vários programas, mas nós já começamos a reverter isso e acho que temos sorte de setores da comunicação estarem ao lado de ideias mais avançadas.
IMPRENSA - Que tipo de falhas na cobertura desse crime costumam acontecer? Acho que é preciso atuar conjuntamente. Os meios de comunicação podem oferecer uma contribuição, mas as autoridades têm de sentir o monitoramento da sociedade. Nós estamos criando mecanismos mais fortes e mais articulados contra a exploração sexual. Precisamos enfrentar essa cultura, que está enraizada na sociedade brasileira, não apenas nos veículos de comunicação.
IMPRENSA - Quais os veículos que dedicam mais tempo e espaço a esses crimes? Não tenho um ranking de quem faz isso, mas no geral temos contatos com programas de TV e de rádios com um olhar contra a exploração sexual. As pessoas compreenderam que o turismo sexual, onde quer que ele se instale, mata o turismo como cultura. Mesmo o setor empresarial do turismo não reforça a ideia da exploração sexual.

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