Em entrevista ao programa de TV "60 Minutes", da rede CBS, a ex-editora executiva do The New York Times , Jill Abramson, disse que se arrepende de não ter pressionado o jornal a publicar uma matéria do repórter de segurança nacional James Risen sobre uma fracassada tentativa da CIA de sabotar o programa nuclear do Irã.
Crédito:Reprodução/Twitter Ex-editora do "NYT" se arrepende de não apoiar repórter investigativo
O jornalista transformou a reportagem no livro "State of War", publicado em 2006, anos depois que a publicação decidiu não divulgar o texto. Na obra, Risen narra uma operação secreta da CIA para tentar oferecer ao Irã, por meio de um intermediário, falsas plantas nucleares numa tentativa de sabotar seu programa nuclear. Desde a publicação, o governo americano tenta obrigar o repórter a revelar suas fontes.
"Na época, me pareceu, levando em conta todas as grandes histórias com que estávamos lidando naquele momento, que não valia a pena e eu me arrependo dessa decisão agora. Eu me arrependo de não ter apoiado um grande repórter, Jim Risen, que na época trabalhava para mim e que eu sabia que era sólido como uma rocha", disse Jill.
Segundo o site Politico, de Josh Gerstein, a declaração da ex-editora do NYT pode ajudar o repórter na Justiça, uma vez que um dos argumentos utilizados por eles é a recusa da publicação em divulgar a reportagem. O governo avalia convocar Risen para depor no julgamento de Jeffrey Sterling, oficial da CIA, acusado de fornecer informações confidenciais.
Jill Abramson lembrou também do encontro com a então conselheira de segurança nacional Condoleezza Rice, que solicitou para que o jornal não publicasse a matéria de Risen ao argumentar que a matéria seria prejudicial para a segurança nacional.
Crédito:Reprodução/Twitter Ex-editora do "NYT" se arrepende de não apoiar repórter investigativo
O jornalista transformou a reportagem no livro "State of War", publicado em 2006, anos depois que a publicação decidiu não divulgar o texto. Na obra, Risen narra uma operação secreta da CIA para tentar oferecer ao Irã, por meio de um intermediário, falsas plantas nucleares numa tentativa de sabotar seu programa nuclear. Desde a publicação, o governo americano tenta obrigar o repórter a revelar suas fontes.
"Na época, me pareceu, levando em conta todas as grandes histórias com que estávamos lidando naquele momento, que não valia a pena e eu me arrependo dessa decisão agora. Eu me arrependo de não ter apoiado um grande repórter, Jim Risen, que na época trabalhava para mim e que eu sabia que era sólido como uma rocha", disse Jill.
Segundo o site Politico, de Josh Gerstein, a declaração da ex-editora do NYT pode ajudar o repórter na Justiça, uma vez que um dos argumentos utilizados por eles é a recusa da publicação em divulgar a reportagem. O governo avalia convocar Risen para depor no julgamento de Jeffrey Sterling, oficial da CIA, acusado de fornecer informações confidenciais.
Jill Abramson lembrou também do encontro com a então conselheira de segurança nacional Condoleezza Rice, que solicitou para que o jornal não publicasse a matéria de Risen ao argumentar que a matéria seria prejudicial para a segurança nacional.

