Ex-dirigentes do Partido Comunista chinês pedem fim da censura na China
Ex-dirigentes do Partido Comunista chinês pedem fim da censura na China
Um grupo de 23 ex-dirigentes do Partido Comunista da China (PCC) divulgou, na última terça-feira (12), uma carta aberta pedindo a abolição da censura no país. O documento, que havia sido publicado na Internet - e retirado no mesmo dia -, dizia que a liberdade de expressão e de imprensa que adotada em solo chinês "é inferior até à liberdade confiada aos residentes da colônia de Hong Kong antes de seu retorno à soberania chinesa", em 1997.
Segundo o jornal Folha de S.Paulo , os autores da carta, entre eles o ex-secretário pessoal de Mao Tsé-tung, Li Rui, e o ex-editor do jornal comunista People´s Daily , Huang Jiwei, aconselharam o governo chinês a suspender a censura na Internet, a abrir uma discussão sobre os equívocos do PCC e a privatizar dois jornais estatais como base para a implantação de uma imprensa independente no país.
Além disso, o grupo defende a reforma dos órgãos de propaganda estatais, para que apóiem a "mídia no monitoramento do partido" e deixe de ser uma entidade que abrigue "funcionários corruptos" e que controlam a informação.
O texto dos antigos membros do partido comunista ressalta, ainda, que a liberdade de expressão é garantida pela Constituição chinesa. Segundo o artigo 35, "os cidadãos da República Popular da China desfrutam de liberdade de expressão, de imprensa, de assembleia, de associação, de marcha e de manifestação".
A carta foi divulgada quatro dias após a concessão do Prêmio Nobel da Paz ao ativista chinês Liu Xiaobo, preso desde 2008 e que luta pela liberdade de expressão no país. Para Xiaobo, a imprensa chinesa deve atuar como contra-poder frente ao partido governista, e que os meios de comunicação eletrônicos "permitem derrubar a censura do Partido Comunista chinês".
Na terça, o porta-voz da Chancelaria chinesa, Ma Zhaoxu, criticou a escolha de Xiaobo para o Nobel da Paz deste ano, e afirmou que o prêmio seria usado "por alguns políticos de outros países para atacar a China".
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