Evento discute alcance global e papel regional do rádio

Evento discute alcance global e papel regional do rádio

Atualizado em 30/10/2009 às 19:10, por Luiz Gustavo Pacete/Redação Portal IMPRENSA e  de Curitiba (PR).

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O primeiro dia do "IV Seminário Internacional de Radiojornalismo", que acontece na cidade de Curitiba (PR), nos dias 30 e 31 de outubro, terminou com o segundo painel, que discutiu o papel dos correspondentes no veículo, além das perspectivas de alcance, seja global, seja regional da mídia rádio.

Divulgação
Milton Blay
Para tanto, participaram do painel Cezar Freitas, gerente de jornalismo da Rádio Gaúcha (Grupo RBS), Ronald Gimenez, editor-chefe e âncora da Rádio SulAmérica Trânsito, Adilson Arantes, diretor de jornalismo da Rádio Banda B, além da participação especial, via internet, de Milton Blay, correspondente internacional da Europa da Rádio Bandeirantes e Rádio Band News FM, todos mediados por Mendes Júnior, editor de esportes do jornal Gazeta do Povo .

Segmentação local

"Há muito tempo o rádio é segmentado, fala para nichos e consegue a participação das pessoas", afirmou Cezar Freitas. O profissional destacou os valores que, segundo ele, fazem a diferença como quesito de qualidade. São eles: precisão, instantaneidade, contextualização e coloquialidade - que permite ao ouvinte o entendimento da melhor maneira possível - a utilização de múltiplos pontos de vistas e opiniões das fontes, inovação e sensação de proximidade.

Ronald Gimenez trouxe ao Seminário o "case" da Rádio SulAmérica Trânsito. O primeiro objetivo da SulAmérica foi vender seguros de carro. "Ao invés de criar um spot ou aproveitar o material da TV, criaram um serviço para produzir empatia com a marca, e ai surgiu a ideia de criar uma rádio para quem se deslocasse pela cidade". A idéia começou como um projeto de publicidade e transformou-se em uma emissora do Grupo Bandeirantes de Rádio. "As pessoas que estão em deslocamento precisam ser impactadas com a informação a todo instante, seja por consumo, ou por qualidade de vida", destaca. Para o IBOPE, somente 250 mil pessoas ouvem rádio no carro. "Temos convicção que este número está bem abaixo da realidade", conclui.

Adilson Arantes mostrou o nível de proximidade entre o ouvinte da rádio popular e a importância que o rádo tem neste caso. "Muitas vezes nossos ouvintes tentam falar com a Prefeitura, com a secretária e ninguém atende, ai ele recorre a nós e colocamos a reclamação no ar, é a voz do ouvinte no rádio". Sobre as previsões do fim do rádio Arantes afirma que o rádio foi o único veículo a adaptar-se às novas mídias e que jamais deixará de existir.

O papel dos correspondentes

O correspondente Milton Blay falou com o público presente no Teatro Paiol via internet e contextualizou a realidade da rádio francesa e algumas coberturas que fez. "Aqui, os jornalistas de rádio são bem mais valorizados, digamos que representem a elite do jornalismo, mas ainda vemos uma falta de coloquialidade e conversa com o público.

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