Evento discute alcance global e papel regional do rádio
Evento discute alcance global e papel regional do rádio
O primeiro dia do "IV Seminário Internacional de Radiojornalismo", que acontece na cidade de Curitiba (PR), nos dias 30 e 31 de outubro, terminou com o segundo painel, que discutiu o papel dos correspondentes no veículo, além das perspectivas de alcance, seja global, seja regional da mídia rádio.
| Divulgação |
| Milton Blay |
Segmentação local
"Há muito tempo o rádio é segmentado, fala para nichos e consegue a participação das pessoas", afirmou Cezar Freitas. O profissional destacou os valores que, segundo ele, fazem a diferença como quesito de qualidade. São eles: precisão, instantaneidade, contextualização e coloquialidade - que permite ao ouvinte o entendimento da melhor maneira possível - a utilização de múltiplos pontos de vistas e opiniões das fontes, inovação e sensação de proximidade.
Ronald Gimenez trouxe ao Seminário o "case" da Rádio SulAmérica Trânsito. O primeiro objetivo da SulAmérica foi vender seguros de carro. "Ao invés de criar um spot ou aproveitar o material da TV, criaram um serviço para produzir empatia com a marca, e ai surgiu a ideia de criar uma rádio para quem se deslocasse pela cidade". A idéia começou como um projeto de publicidade e transformou-se em uma emissora do Grupo Bandeirantes de Rádio. "As pessoas que estão em deslocamento precisam ser impactadas com a informação a todo instante, seja por consumo, ou por qualidade de vida", destaca. Para o IBOPE, somente 250 mil pessoas ouvem rádio no carro. "Temos convicção que este número está bem abaixo da realidade", conclui.
Adilson Arantes mostrou o nível de proximidade entre o ouvinte da rádio popular e a importância que o rádo tem neste caso. "Muitas vezes nossos ouvintes tentam falar com a Prefeitura, com a secretária e ninguém atende, ai ele recorre a nós e colocamos a reclamação no ar, é a voz do ouvinte no rádio". Sobre as previsões do fim do rádio Arantes afirma que o rádio foi o único veículo a adaptar-se às novas mídias e que jamais deixará de existir.
O papel dos correspondentes
O correspondente Milton Blay falou com o público presente no Teatro Paiol via internet e contextualizou a realidade da rádio francesa e algumas coberturas que fez. "Aqui, os jornalistas de rádio são bem mais valorizados, digamos que representem a elite do jornalismo, mas ainda vemos uma falta de coloquialidade e conversa com o público.
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