"Eu amo todos vocês"

"Eu amo todos vocês"

Atualizado em 08/05/2008 às 20:05, por Marlon Maciel.

Por Como a imprensa nativa comprou como verdadeira a história de Andréia Schwartz, a capixaba que afirmou ter ajudado a derrubar o governador de Nova York e que nada era além de mais uma prostituta brasileira, julgada, condenada e deportada dos EUA?

Cercada por jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas, sob os holofotes recém-conquistados da notoriedade, Andréia Schwartz desembarcou no Aeroporto de Cumbica, em São Paulo. Dirigiu-se aos jornalistas com a seguinte declaração: . O sorriso revelava gozo e cinismo. Já o caso Andréia Schwartz vai entrar para a história dos vacilos da nossa mídia. A notícia de que a prostituta capixaba de 31 anos teria colaborado com a Justiça norte-americana nas investigações que levaram à renuncia do governador nova-iorquino, Eliot Spitzer, após a descoberta de seu envolvimento com uma rede de prostituição de luxo, chacoalhou a imprensa e ganhou destaque no Brasil e nos Estados Unidos. Não podia ser diferente.

A correria nas redações - que durou cerca de 15 dias - começou no dia 13 de março, três dias após a renúncia de Spitzer, motivada por uma nota do New York Post, publicada na "Page Six", coluna de fofoca das mais lidas do jornal, afirmando que Andréia foi "fonte confidencial" do FBI no escândalo sexual envolvendo o governador democrata. Segundo o tablóide, a brasileira entregou documentos e cheques que comprovavam a ligação entre Spitzer e a rede Emperor's Club Vip. Versão que também foi vendida por outro jornal sensacionalista, o New York Daily News. Só que tudo isso não passava de ficção, uma história inventada e plantada por Andréia com a ajuda de um amigo, Dival Ramiro. Mesmo assim, a imprensa nativa comprou a versão dos gringos. O assunto tomou as manchetes em sites, jornais, revistas e emissoras de rádio e TV.

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