Etapas estaduais de 1ª Conferência Nacional de Comunicação são encerradas
Etapas estaduais de 1ª Conferência Nacional de Comunicação são encerradas
No último comingo (22), foram encerradas as etapas estaduais da 1ª Conferência Nacional de Comunicação (Confecom). Agora, inicia a preparação para o debate em âmbito nacional. A Comissão Organizadora Nacional (CON) tem que estabelecer uma metodologia de trabalho para os 1.684 delegados que irão à Brasília representar os estados; organizar toda parte de infraestrutura para um evento de grandes proporções; e sistematizar as propostas colhidas nas conferências estaduais e distrital.
As propostas listadas até domingo deverão ser entregues à Comissão Organizadora Nacional até o final desta semana. Os presidentes das comissões organizadoras estaduais devem cadastrar cada proposta no site da Confecom. As propostas serão sistematizadas para a elaboração do "caderno de propostas", o documento com o qual os delegados trabalharão na plenária nacional, em Brasília. De acordo com a CON, as propostas apresentadas nas estaduais serão transformadas em aproximadamente mil propostas sistematizadas.
O representante do Ministério da Cultura na CON, Octávio Pieranti, fez um balanço das etapas estaduais, iniciadas em outubro e terminaram neste final de semana. Segundo ele, a diversidade de propostas apresentadas nos estados e o envolvimento de setores da sociedade, que até então nunca haviam debatido a comunicação, foi surpreendente.
"Cito o caso dos portadores de deficiência, com sugestões relevantes nos grupos de trabalho, inclusive alguns sendo eleitos delegados", declarou. Para o representante da CON, essa participação tão ampla se deveu a uma demanda reprimida nos últimos 40 anos. "As Conferências serviram para dar voz a grupos que ainda não tinham um canal de manifestação".
Sobre os temas mais debatidos e que serão encaminhados à 1ª Confecom, Pieranti destaca a questão da radiodifusão comunitária; a criação de fontes de financiamento para veículos comunitários; a garantia do cumprimento do Estatuto da Criança e Adolescente, em relação à imagem destes na mídia, e a certeza da implementação de um Marco Regulatório para o setor da Comunicação.
Outro ponto relevante, ainda de acordo com o representante da CON, foi o número de inscritos em todas as conferências, apesar do curto espaço de tempo para a divulgação. "São Paulo, por exemplo, teve mais de mil inscrições. No Ceará a adesão foi além da expectativa, o mesmo acontecendo no Rio de Janeiro, em Goiás e em muitas outras unidades dafederação", completou.
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