Estreia na Globoplay novo documentário sobre trajetória do jornalista Tim Lopes
Estreia hoje na plataforma de streaming Globoplay a série documental "Onde Está Tim Lopes?". Dividido em quatro episódios, o trabalho narra a trajetória profissional do repórter gaúcho radicado no Rio de Janeiro, que foi capturado, torturado e assassinado em junho de 2002, ao realizar uma reportagem sobre o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.
Atualizado em 29/06/2023 às 14:06, por
Redação Portal IMPRENSA.
streaming Globoplay a série documental "Onde Está Tim Lopes?". Dividido em quatro episódios, o trabalho narra a trajetória profissional do repórter gaúcho radicado no Rio de Janeiro, que foi capturado, torturado e assassinado em junho de 2002, ao realizar uma reportagem sobre o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.
O documentário é dirigido e roteirizado pelo filho de Tim Lopes, Bruno Quintella, que também é jornalista. Em entrevista a Tábata Uchoa, do jornal O Dia, ele conta que, além de fazer referência à campanha em busca do jornalista, que foi realizada antes da confirmação de seu assassinato - que só ocorreu uma semana após o desaparecimento -, o nome da série tem "um sentido metafórico". Crédito: Reprodução O Dia/Divulgação Filho de Tim Lopes, Bruno Quintella (à direita) entrevista o jornalista Leandro Demori para série documental sobre o pai "A gente quis refletir sobre onde Tim estaria nesse momento, se dedicando a quais pautas? Com os jornalistas contemporâneos e os da sua época? Com os estudantes das novas gerações? A verdade é que tentaram calar uma voz, mas criaram várias novas."
Disfarces e microcâmeras
Para Bruno, o pai estaria hoje desenvolvendo pautas ligadas a meio ambiente. "Era um sonho dele antigo abordar esse universo."
O documentário mostra que Tim Lopes costumava usar microcâmeras e disfarces para fazer suas matérias. Uma delas foi publicada no próprio O Dia, em 1990, sob o título Vende-se uma favela. Realizado em parceria com o repórter fotográfico Marcos Tristão, o trabalho abordou a ausência do poder público e o consequente domínio por criminosos da comunidade de Rio das Pedras. "Infelizmente a maioria dos problemas que meu pai denunciava lá atrás não mudou e até piorou", lamenta Bruno.
Segundo as investigações da polícia, Tim foi assassinado a mando do traficante Elias Maluco, que morreu na prisão em 2020. A versão oficial é de suicídio. O documentário revela que, em outra pauta, Tim já havia entrevistado Eliás Maluco, fato até então desconhecido por Bruno.
Ainda de acordo com a polícia, outros 6 traficantes participaram do assassinato do jornalista. Mas todos morreram antes do julgamento do crime. "Nunca vamos saber, de fato, o que aconteceu naquela noite. Os bandidos que o capturaram morreram antes do julgamento, o que é bem estranho. A morte do Elias Maluco — um suicídio na prisão de Segurança Máxima — foi bem estranha também", diz Bruno, que em 2013 lançou seu primeiro filme sobre o pai, "Histórias de Arcanjo - Um documentário sobre Tim Lopes".
O documentário é dirigido e roteirizado pelo filho de Tim Lopes, Bruno Quintella, que também é jornalista. Em entrevista a Tábata Uchoa, do jornal O Dia, ele conta que, além de fazer referência à campanha em busca do jornalista, que foi realizada antes da confirmação de seu assassinato - que só ocorreu uma semana após o desaparecimento -, o nome da série tem "um sentido metafórico". Crédito: Reprodução O Dia/Divulgação Filho de Tim Lopes, Bruno Quintella (à direita) entrevista o jornalista Leandro Demori para série documental sobre o pai "A gente quis refletir sobre onde Tim estaria nesse momento, se dedicando a quais pautas? Com os jornalistas contemporâneos e os da sua época? Com os estudantes das novas gerações? A verdade é que tentaram calar uma voz, mas criaram várias novas."
Disfarces e microcâmeras
Para Bruno, o pai estaria hoje desenvolvendo pautas ligadas a meio ambiente. "Era um sonho dele antigo abordar esse universo."
O documentário mostra que Tim Lopes costumava usar microcâmeras e disfarces para fazer suas matérias. Uma delas foi publicada no próprio O Dia, em 1990, sob o título Vende-se uma favela. Realizado em parceria com o repórter fotográfico Marcos Tristão, o trabalho abordou a ausência do poder público e o consequente domínio por criminosos da comunidade de Rio das Pedras. "Infelizmente a maioria dos problemas que meu pai denunciava lá atrás não mudou e até piorou", lamenta Bruno.
Segundo as investigações da polícia, Tim foi assassinado a mando do traficante Elias Maluco, que morreu na prisão em 2020. A versão oficial é de suicídio. O documentário revela que, em outra pauta, Tim já havia entrevistado Eliás Maluco, fato até então desconhecido por Bruno.
Ainda de acordo com a polícia, outros 6 traficantes participaram do assassinato do jornalista. Mas todos morreram antes do julgamento do crime. "Nunca vamos saber, de fato, o que aconteceu naquela noite. Os bandidos que o capturaram morreram antes do julgamento, o que é bem estranho. A morte do Elias Maluco — um suicídio na prisão de Segurança Máxima — foi bem estranha também", diz Bruno, que em 2013 lançou seu primeiro filme sobre o pai, "Histórias de Arcanjo - Um documentário sobre Tim Lopes".





