Estado Islâmico liberta quatro jornalistas do canal público Samá no norte do Iraque
Profissionais trabalham para o canal público local Samá
O grupo radical Estado Islâmico (EI) libertou quatro jornalistas iraquianos na última quarta-feira (26/11), após mantê-los como reféns durante mais de um mês em Mossul, no norte do Iraque, informou o chefe do Comitê Iraquiano de Defesa dos Direitos dos Jornalistas, Ibrahim Serayi.
De acordo com a EFE, os e foram libertados depois serem interrogados pela organização, que não havia informado o motivo pelo qual eles estavam detidos.
No último dia 18 de novembro, o EI libertou outros seis jornalistas iraquianos que também prestam serviço para a emissora e que tinham sido mantidos sequestrados em um lugar desconhecido de Mossul durante 20 dias. O chefe do Comitê dos Jornalistas reiterou o perigo da região para os profissionais de imprensa, sobretudo, para aqueles que criticam o terrorismo ou apoiam o governo iraquiano.
Em agosto e setembro deste ano, o grupo radical decapitou os jornalistas americanos James Foley e Steven Sotloff. Nos últimos meses, o EI vem publicando uma série de vídeos com o britânico John Cantile, sequestrado na Síria desde 2012.
A ONG Repórteres Sem Fronteiras (RSF) repudiou no final do mês passado a "perseguição criminosa e fanática" do EI aos jornalistas e destacou que as áreas controladas por esse grupo se transformaram em "buracos negros para a informação".





