Erro histórico, aprendizado eterno
Erro histórico, aprendizado eterno
Meses atrás li uma matéria na revista P&M , da Colômbia, que chamou muita atenção. Eles perguntaram para profissionais do setor de comunicação sobre seus "erros históricos". Fiquei pensando nos meus erros históricos e o que os provocou. Até que não foram muitos, mas dois deles me incomodam até hoje.
Claro que não vou fazer sessão de psicanálise aqui e revirar esses fantasmas do fundo da memória. Mas é preciso olhar para trás a fim de evitar recorrências.
O maior de todos os erros da minha carreira profissional resultou da interferência do meio externo no cotidiano do trabalho. Depois disso, aprendi definitivamente que durante o fechamento de um jornal ou na elaboração de um texto é preciso fechar as janelas do mundo e somente voltar a abri-las depois do último suspiro.
No meu segundo erro histórico eu já estava no mundo da comunicação corporativa. Medi pouco o impacto de uma palavra em recado enviado por e-mail a alguns colegas da imprensa. No meio do texto, escapou um termo com conotação dúbia. Não reli o texto com a devida preocupação, não previ que a palavra levasse a uma outra leitura. Quase perdi o cliente. Se não fosse a humildade em reconhecer o equívoco e o declarado pedido de desculpas certamente o desfecho teria sido bastante pior.
A lição, neste caso, vem também do uso da internet nos relacionamentos, seja com a imprensa, com clientes ou amigos. Não existe mais uma comunicação informal, um bilhetinho descompromissado, uma mensagem "entre nós". Ali está um documento que em segundos é enviado adiante com a nossa opinião, com o nosso ponto de vista. "Puxa, mas eu não autorizei passar adiante o que escrevi? Era só para você....". Esqueça isso e deixe a ingenuidade de lado. Da próxima vez, pense mais antes de clicar SEND.






