Equipe de TV da Catalunha é agredida por forças israelenses durante protesto
Equipe de TV da Catalunha é agredida por forças israelenses durante protesto
Durante a cobertura sobre uma manifestação nas ruas de Ramallah, capital da Cisjordânia, em apoio aos habitantes da Faixa de Gaza, uma equipe da TV3, da Catalunha, foi agredida por forças antimotim da polícia de Israel.
Uma das jornalistas da equipe sofreu ferimento na perna e teve de ser hospitalizada. Como o ferimento foi considerado grave pelos médicos, a profissional terá de voltar ao seu país de origem para receber atendimento especializado. O incidente foi divulgado pelo Sindicato de Jornalistas da Catalunha em forma de protesto contra as recorrentes agressões das forças de Israel.
A denúncia do sindicato reforça as conclusões da missão formada por representantes da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) e da Federação de Jornalistas Árabes (FAJ) enviada à Faixa de Gaza. As instituições observaram em seus relatórios que a situação na região continua caótica e que não há segurança para os profissionais dos meios de comunicação.
"As ameaças e intimidações aos meios de comunicação continuam. É preciso tomar medidas urgentes para proteger os jornalistas palestinos", afirmou o secretário-geral da FIJ, Aidan White, elegendo como prioridades a formação de jornalistas em segurança, a ajuda humanitária às famílias destes, medidas para encorajar a solidariedade entre jornalistas de Gaza e da Margem Ocidental e ajuda ao Sindicato de Jornalistas da Palestina.
O site português Jornalistas Online diz que a FIJ pediu às Nações Unidas uma investigação exaustiva dos ataques de Israel aos meios de comunicação que trabalharam na cobertura do conflito para saber até que ponto foi violada a lei internacional de proteção.
"Em Gaza encontramos provas de intimidação por parte do Hamas. Isto é completamente inaceitável. Soubemos que a ajuda humanitária aos veículos de comunicação, que incluía coletes de segurança para jornalistas em perigo, foi confiscada. Isto é intolerável", lembrou o dirigente da FIJ.
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