Equipe de reportagem de “O Globo” é recebida com tiros na comunidade da Rocinha
Jornalistas fariam matéria sobre alargamento de vias na comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro; mas foram expulsos do local.
Atualizado em 21/11/2014 às 16:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
Atualizada às 18h35
Uma equipe de reportagem do jornal O Globo foi recebida com tiros durante a apuração de uma pauta na comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Na manhã desta sexta-feira (21/11), às 9h, os profissionais de imprensa foram ao local para cobrir o suposto alagamento de uma via e as desapropriações previstas nas obras no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
Crédito:Wiki Commons Jornalistas foram recebidos com tiros durante reportagem na Rocinha
De acordo com o veículo, quando foram confrontados com os disparos, os comunicadores tentaram refúgio numa Associação de Moradores, que estava de portas fechadas. Após procurarem ajuda, conseguiram buscar abrigo em uma loja. No entanto, após cinco minutos de rajadas de tiros, um homem suspeito bateu na porta do estabelecimento em questão e ordenou a saída dos repórteres do diário do local.
Ao receber um recado dado por um jovem, a comerciante alertou os jornalistas. “Vocês vão aguardar cinco minutos. A ordem é para descerem assim que abrirmos a porta”. A entidade de moradores informou que teve que ficar fechada por segurança e ressalta, ainda, que o clima está tenso na região, onde estaria acontecendo tiroteios regularmente.
A Coordenadoria de Polícia Pacificadora, por sua vez, afirmou que houve um confronto entre policiais e criminosos após a fuga da equipe de reportagem.
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro repudiou a expulsão da equipe de reportagem da Rocinha. Para a entidade, o atentado que tinha ois jornalistas como alvo "demonstra que o Estado falhou em promover à sociedade garantias básicas da nossa Constituição, como o direito de ir e vir e as liberdades de expressão e de imprensa".
Para o sindicato, o caso é se torna ainda mais grave, pois ocorreu numa favela que tem Unidade de Polícia Pacificadora desde 2012. Além disso, lembro que é o segundo caso de jornalistas expulsos de comunidades com UPP em novembro, uma vez que no início do mês, um repórter do G1 foi agredido no Complexo do Alemão.
"Cobramos a apuração e a responsabilização dos envolvidos no ataque aos jornalistas que trabalham em ‘O Globo’, mas também alertamos que o caso não deve ser utilizado como pretexto para o acirramento de uma lógica militar que mata negros e pobres nas favelas da cidade. O Sindicato se põe à disposição dos profissionais para o acompanhamento jurídico necessário e também observará se a empresa cumpriu as recomendações de segurança listadas pelo Ministério Público do Trabalho. Ressaltamos ainda a importância do registro de ocorrência em delegacia", conclui a nota.
Uma equipe de reportagem do jornal O Globo foi recebida com tiros durante a apuração de uma pauta na comunidade da Rocinha, na zona sul do Rio de Janeiro. Na manhã desta sexta-feira (21/11), às 9h, os profissionais de imprensa foram ao local para cobrir o suposto alagamento de uma via e as desapropriações previstas nas obras no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2).
Crédito:Wiki Commons Jornalistas foram recebidos com tiros durante reportagem na Rocinha
De acordo com o veículo, quando foram confrontados com os disparos, os comunicadores tentaram refúgio numa Associação de Moradores, que estava de portas fechadas. Após procurarem ajuda, conseguiram buscar abrigo em uma loja. No entanto, após cinco minutos de rajadas de tiros, um homem suspeito bateu na porta do estabelecimento em questão e ordenou a saída dos repórteres do diário do local.
Ao receber um recado dado por um jovem, a comerciante alertou os jornalistas. “Vocês vão aguardar cinco minutos. A ordem é para descerem assim que abrirmos a porta”. A entidade de moradores informou que teve que ficar fechada por segurança e ressalta, ainda, que o clima está tenso na região, onde estaria acontecendo tiroteios regularmente.
A Coordenadoria de Polícia Pacificadora, por sua vez, afirmou que houve um confronto entre policiais e criminosos após a fuga da equipe de reportagem.
Em nota, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro repudiou a expulsão da equipe de reportagem da Rocinha. Para a entidade, o atentado que tinha ois jornalistas como alvo "demonstra que o Estado falhou em promover à sociedade garantias básicas da nossa Constituição, como o direito de ir e vir e as liberdades de expressão e de imprensa".
Para o sindicato, o caso é se torna ainda mais grave, pois ocorreu numa favela que tem Unidade de Polícia Pacificadora desde 2012. Além disso, lembro que é o segundo caso de jornalistas expulsos de comunidades com UPP em novembro, uma vez que no início do mês, um repórter do G1 foi agredido no Complexo do Alemão.
"Cobramos a apuração e a responsabilização dos envolvidos no ataque aos jornalistas que trabalham em ‘O Globo’, mas também alertamos que o caso não deve ser utilizado como pretexto para o acirramento de uma lógica militar que mata negros e pobres nas favelas da cidade. O Sindicato se põe à disposição dos profissionais para o acompanhamento jurídico necessário e também observará se a empresa cumpriu as recomendações de segurança listadas pelo Ministério Público do Trabalho. Ressaltamos ainda a importância do registro de ocorrência em delegacia", conclui a nota.





