Após a guerra civil entre governo e rebeldes na Síria, a empresa inglesa de comunicação BBC foi a primeira equipe de imprensa ocidental a ter acesso às áreas de Aleppo, no norte do país asiático. Com o registro de imagens do local totalmente descaracterizado em decorrência do conflito, a reportagem evidencia os resultados negativos do confronto armado. Desde setembro, a capital financeira do país se tornou palco da violenta batalha. Com o domínio da região, os dissidentes enfrentam meses de bombardeio e não devem recuar. No entanto, sofrendo os efeitos devastadores do tiroteio entre as facções, a cidade será base da acusação que organizações de direitos humanos pretendem fazer contra o governo, que não teria poupado civis na tentativa de expulsar os grupos que controlam partes de Aleppo. Segundo a BBC Brasil, para ajudar as famílias deslocadas, instituições de caridade e entidades atuam para evitar que a devastação cause a fuga de dezenas de milhares de pessoas do município. De acordo com denúncias feitas por organizações não governamentais, os materiais explosivos são dispositivos rudimentares lançados de helicópteros de forma indiscriminada. O Violations Documentation Center, um grupo de monitoramento da oposição, afirma que cerca de 700 civis foram mortos na província desde fevereiro, quando o Conselho de Segurança da ONU adotou uma resolução que pedia o fim imediato de "todos os ataques a civis, assim como o uso indiscriminado de armas em áreas povoadas".
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