Equipe d’Azmina celebra noite de vitória no Troféu Mulher "IMPRENSA"

Foi de forma irreverente que Nana Queiroz, diretora de redação da revista e site AzMina, recebeu pela primeira vez o prêmio por Projeto Jorn

Atualizado em 14/07/2017 às 10:07, por Leonardo Battani e  aluno da Fapcom.

Equipe d’AzMina celebra noite de vitória no "Troféu Mulher IMPRENSA"

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Foi de forma irreverente que Nana Queiroz, diretora de redação da revista e site AzMina, recebeu pela primeira vez o prêmio por "Projeto Jornalístico" com temática sobre mulheres. “Espero que um dia nem AzMina e nem o 'Troféu Mulher IMPRENSA' tenham que existir”, comenta a jornalista, em análise do machismo na sociedade.

Crédito:André Oliveira Coletivo feminista discute sobre empoderamento feminino e direitos iguais entre homens e mulheres

Para ela, enquanto não houver competição igualitária entre gêneros nas premiações tradicionais, um evento dedicado ao bom jornalismo feito por mulheres se faz necessário. “Se os homens são 50% da sociedade, mas 90% das vozes, como isso é justo?”, indaga.


Nana acredita no potencial feminino. “Ser mulher e ser jornalista é um ato político”, reforça. Ela ainda reconhece as barreiras que dificultam a cobertura jornalística pelas mulheres, como o risco de violência sexual, assédio, e o julgamento pela aparência.


O projeto AzMina surgiu há dois anos e tem como foco o jornalismo investigativo “acessível, de qualidade e sem rabo preso com anunciantes”, como elas contam no site. A iniciativa se ergueu por meio de doações e financiamento coletivo.


O modelo de negócio baseado na publicidade, na visão de Nana, está falido. Mas ela alerta para o uso do patrocínio, o qual ela acredita se camuflar melhor com a informação. “Deve-se descobrir uma maneira ética dentro do jornalismo para usá-lo”, aponta.