Entidades criticam diretrizes do Pentágono em manual sobre cobertura de guerra
O Pentágono foi criticado por suas novas diretrizes que comparam os correspondentes de guerra com espiões e afirmam que, em alguns casos, osrepórteres podem ser tratados como "partes beligerantes não privilegiadas".
Atualizado em 11/08/2015 às 10:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
novas diretrizes que comparam os correspondentes de guerra com espiões e afirmam que, em alguns casos, os repórteres podem ser tratados como "partes beligerantes não privilegiadas".
Crédito:Reprodução Manual diz que jornalistas podem atuar como espiões em coberturas de guerras
De acordo com a AFP, as normas foram publicadas em junho no novo manual Legislação de Guerra do Departamento de Defesa, um compêndio de conselhos legais para comandantes e outros integrantes do corpo militar americano. O documento, entretanto, apenas recebeu atenção agora.
Em editorial, o New York Times criticou a medida, pediu a revogação e destacou que as regras poderiam transformar coberturas jornalísticas de conflitos armados em "mais perigosas, difíceis e sujeitas a censura".
"Informar sobre operações militares pode ser muito similar a obter dados de inteligência ou, inclusive, espionar", afirma o manual. "Para evitar ser confundidos com espiões, os jornalistas devem atuar abertamente e com a permissão das autoridades relevantes", completa.
O texto também defende a censura do trabalho jornalístico. "Sob a lei de guerra, não há direito especial que permita aos jornalistas entrar no território de um país sem seu consentimento ou ter acesso às áreas de operações militares sem o consentimento do país que está realizando as operações".
A publicação americana alertou que manter as diretrizes "provocaria um dano severo às liberdades de imprensa". Para o jornal, misturar espionagem com jornalismo alimenta a propaganda de governos autoritários.
O Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ) também questionou a norma. No mês passado, a entidade denunciou o impacto negativo que terão em um momento de número recorde de jornalistas sequestrados e assassinados em conflitos.
O Pentágono rebateu as críticas e diz "apoiar e respeitar o trabalho fundamental realizado pelos jornalistas", informou o tenente-coronel Joe Sowers. Ele reforçou que as observações serão avaliadas para melhorar e esclarecer dúvidas sobre o manual.
Crédito:Reprodução Manual diz que jornalistas podem atuar como espiões em coberturas de guerras
De acordo com a AFP, as normas foram publicadas em junho no novo manual Legislação de Guerra do Departamento de Defesa, um compêndio de conselhos legais para comandantes e outros integrantes do corpo militar americano. O documento, entretanto, apenas recebeu atenção agora.
Em editorial, o New York Times criticou a medida, pediu a revogação e destacou que as regras poderiam transformar coberturas jornalísticas de conflitos armados em "mais perigosas, difíceis e sujeitas a censura".
"Informar sobre operações militares pode ser muito similar a obter dados de inteligência ou, inclusive, espionar", afirma o manual. "Para evitar ser confundidos com espiões, os jornalistas devem atuar abertamente e com a permissão das autoridades relevantes", completa.
O texto também defende a censura do trabalho jornalístico. "Sob a lei de guerra, não há direito especial que permita aos jornalistas entrar no território de um país sem seu consentimento ou ter acesso às áreas de operações militares sem o consentimento do país que está realizando as operações".
A publicação americana alertou que manter as diretrizes "provocaria um dano severo às liberdades de imprensa". Para o jornal, misturar espionagem com jornalismo alimenta a propaganda de governos autoritários.
O Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ) também questionou a norma. No mês passado, a entidade denunciou o impacto negativo que terão em um momento de número recorde de jornalistas sequestrados e assassinados em conflitos.
O Pentágono rebateu as críticas e diz "apoiar e respeitar o trabalho fundamental realizado pelos jornalistas", informou o tenente-coronel Joe Sowers. Ele reforçou que as observações serão avaliadas para melhorar e esclarecer dúvidas sobre o manual.





