Entidade denuncia crescente hostilidade contra jornalistas de Hong Kong
Um relatório da Associação de Jornalistas da ilha (HKJA, por sua sigla em inglês, aponta que o ano de 2014 foi o mais difícil para a li
Atualizado em 13/07/2015 às 11:07, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um relatório da Associação de Jornalistas da ilha (HKJA, por sua sigla em inglês, aponta que o ano de 2014 foi o mais difícil para a em Hong Kong (China). A entidade destacou diversos ataques físicos contra profissionais de imprensa como exemplo de deterioração do livre exercício da mídia.
Crédito:Agência Brasil Mídia tornou-se alvo de censura em Hong Kong em 2014
O levantamento mostra que Hong Kong passou do posto 18 dentro do Índice Mundial de Liberdade de Imprensa em 2002 para o 71 em 2104. O vice-presidente da HKJA, Shirley Yam Mei-ching, disse à agência EFE que a tensão política que os protestos populares abriram entre Pequim e Hong Kong "servirá para que o governo chinês trate de controlar ainda mais a liberdade jornalística na cidade".
Um dos ataques em destaque ocorreu contra o ex-redator chefe do jornal Ming Pao Daily News e crítico ao regime, Kevin Lau. Ele levou várias facadas enquanto caminhava por um rua da cidade e teve de ser hospitalizado. O documento lembra também do ataque com armas explosivas à casa de Jimmy Lai, fundador do grupo midiático Next Midia, forte opositor ao regime comunista e um ativista pró-democracia. Além deles, mais de 30 jornalistas ficaram feridos enquanto cobriam os protestos de Hong Kong, nos quais foram golpeados com cassetetes da polícia, arrastados, receberam patadas, murros, gás pimenta e foram detidos.
A HKJA ressaltou a situação dos jornalistas "presos entre dois fogos", que são pressionados por parte do governo e das grandes empresas. Também reforçou a crescente autocensura dos profissionais.
Para o vice-presidente da associação, outro desafio que os jornalistas devem enfrentar é a controversa lei sobre segurança nacional, aprovada na China no último dia 1, com a qual serão endurecidos os controles na internet, além de dar poder ao governo para que tome "todas as medidas necessárias".
Crédito:Agência Brasil Mídia tornou-se alvo de censura em Hong Kong em 2014
O levantamento mostra que Hong Kong passou do posto 18 dentro do Índice Mundial de Liberdade de Imprensa em 2002 para o 71 em 2104. O vice-presidente da HKJA, Shirley Yam Mei-ching, disse à agência EFE que a tensão política que os protestos populares abriram entre Pequim e Hong Kong "servirá para que o governo chinês trate de controlar ainda mais a liberdade jornalística na cidade".
Um dos ataques em destaque ocorreu contra o ex-redator chefe do jornal Ming Pao Daily News e crítico ao regime, Kevin Lau. Ele levou várias facadas enquanto caminhava por um rua da cidade e teve de ser hospitalizado. O documento lembra também do ataque com armas explosivas à casa de Jimmy Lai, fundador do grupo midiático Next Midia, forte opositor ao regime comunista e um ativista pró-democracia. Além deles, mais de 30 jornalistas ficaram feridos enquanto cobriam os protestos de Hong Kong, nos quais foram golpeados com cassetetes da polícia, arrastados, receberam patadas, murros, gás pimenta e foram detidos.
A HKJA ressaltou a situação dos jornalistas "presos entre dois fogos", que são pressionados por parte do governo e das grandes empresas. Também reforçou a crescente autocensura dos profissionais.
Para o vice-presidente da associação, outro desafio que os jornalistas devem enfrentar é a controversa lei sobre segurança nacional, aprovada na China no último dia 1, com a qual serão endurecidos os controles na internet, além de dar poder ao governo para que tome "todas as medidas necessárias".





