Entidade critica efeito "intimidador" em ataque do presidente argentino a jornalista
A Associação de Entidades Jornalísticas da Argentina (Adepa) repudiou as expressões do presidente eleito Alberto Fernández em nota que atacao jornalista Hugo Alconada Mon, pro-secretário de Redação do La Nación, em suas redes sociais.
Atualizado em 03/12/2019 às 10:12, por
Redação Portal IMPRENSA.
Crédito:Reprodução Na edição de domingo do La Nación, Alconada Mon revelou que Adrián Rois, um advogado que trabalha com Fernández na faculdade de direito da Universidade de Buenos Aires, estaria praticando tráfico de influência ao defender a Creditiba, uma entidade envolvida com lavagem de dinheiro e que, por conta disso, está sendo investigada.
Fernández questionou o jornalista do La Nación nas redes sociais. "Em minha vida acadêmica, trabalhei com advogados que exercem sua profissão. Alconada Mon sabe que, neste trabalho (como professor universitário), sou totalmente alheio. É miserável atribuir a mim que esteja movendo influências em casos como este. Não vou suportar em silêncio a difamação que foi feita chamando isso de jornalismo."
Depois, acrescentou: "Na Argentina que vamos construir com todos e todas vão acabar os operadores judiciais, os operadores midiáticos e os juízes e promotores que operam para poderes midiáticos, corporativos ou políticos sem atuar de modo justo como devem. Saiba disso, [Alconada Mon]".
A Adepa critica as manifestações do presidente eleito e diz que “é direito de qualquer pessoa exercer sua réplica diante de uma publicação jornalística, mas não usar termos desqualificadores para definir um profissional apenas por não estar de acordo com o que ele publica”.





